A Alvopetro se tornará a primeira petroleira privada a ter uma unidade de processamento de gás natural (UPGN) no Brasil. Hoje, as 14 unidades existentes no país pertencem à Petrobras.
Na quarta-feira (22/5), a empresa canadense recebeu autorização da ANP para construir uma UPGN no campo de Caburé, na Bacia do Recôncavo.
A nova unidade terá capacidade para processar 500 mil m³/dia recebidos por um gasoduto de 11 km de extensão.
“Esse tipo de investimento é muito bem-vindo ao país, principalmente neste momento em que ocorrem iniciativas no sentido de abertura do mercado de gás, além do fato de que se trata de uma atividade concentrada, atualmente, em um único agente”, assinalou a ANP, via assessoria de imprensa.
Além do projeto da Alvopetro, apenas a UPGN do Comperj (RJ) está em construção no Brasil. Com capacidade para processar 21 milhões de m³/ dia – a maior do país –, a nova unidade receberá o gás natural produzido no cluster do pré-sal, na Bacia de Santos pelo gasoduto Rota 3, que está em construção. A previsão é que a UPGN entre em operação em 2020.
Após a implantação das novas UPGNs, o país terá 16 unidades do tipo instaladas em nove estados. Atualmente a Bahia concentra o maior número, com três UPGNs, seguida pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, com duas cada um; e Alagoas, Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe (uma em cada caso).
Em termos de capacidade total de processamento, quem lidera é o estado de São Paulo, com 22, 5 milhões de m³/ d de gás. Na sequência vêm o Rio de Janeiro (20,9 milhões de m³/d), Espírito Santo (18,5 milhões m³/d), Amazonas (12,2 milhões m³/dia) e Bahia (10,9 milhões m³/dia).
Segundo a ANP, não há outras solicitações de construção de UPGNs em análise na agência.
A Alvopetro possui participação nos campos de Caburé (49,1%) e Gomo (100%), ambos na Bacia do Recôncavo. Em parceria com a Suez, detém 65% das concessões REC-T-57, REC-T-62, REC-T-71 e REC-T-145, na mesma bacia.
Fonte: Revista Brasil Energia