A Alvopetro investirá US$ 5 milhões em 2017. Parte do valor é direcionado para o Brasil e já foi utilizado na perfuração e teste do poço 1-ALV-11-BA no bloco REC-T-198, na Bacia do Recôncavo. Para este ano, a companhia também pretende perfurar um poço no REC-T-77 e realizar pesquisas para o desenvolvimento do campo de Caburé, declarado comercial em dezembro de 2016.
A engenharia conceitual para o desenvolvimento da área já foi finalizada e a companhia iniciou o processo de obtenção de licença ambiental. A Alvopetro, no momento, trabalha na unitização do campo com os blocos REC-T-198 e REC-T-211 e REC-T-212, estes dois últimos operados pela Imetame.
“Estamos trabalhando ativamente na finalização do acordo de unitização com a companhia que detém a área adjacente e fizemos progressos significativos nas negociações para fechar um contrato de venda de gás”, afirmou a companhia.
O valor previsto para ser investido pela Alvopetro em 2017 será 40,5% mais baixo do que o de 2016, quando a companhia investiu US$ 8,4 milhões, o que já representava uma queda na comparação com os US$ 12,2 milhões de 2015.
Em 2016, a Alvopetro registrou um prejuízo de US$ 12,6 milhões, dos quais US$ 7,8 milhões foram perdas por provisões (impairments), vindas principalmente dos blocos REC-T-170 e REC-T-256, onde as perfurações encontraram indícios não comerciais. Ao todo, as receitas do ano somaram US$ 561 mil, melhora em relação aos US$ 535 mil de 2015. A produção anual em 2016 ficou na média de 42 boe/dia, crescimento de 24% na comparação com os US$ 34 boe/dia do ano anterior.
Atualmente, no Brasil, a companhia opera 14 blocos, dos quais 13 estão na Bacia do Recôncavo e um está em Tucano. Além disso, a companhia também opera os campos de Bom Lugar e Caburé, no Recôncavo, e Jiribatuba, em Camamu.