
As reservas e recursos do reservatório estratigráfico de Gomo, que abrange os blocos REC-T-197 e REC-T-183 da Alvopetro no Recôncavo, têm o potencial de serem aproximadamente três vezes maiores que o projeto de Caburé – carro-chefe da petroleira. A afirmação, que considera estimativas intermediárias, é do presidente e CEO da Alvopetro, Corey Ruttan, em nota na terça-feira (23/3).
A empresa divulgou os resultados da avaliação dos recursos de Gomo, realizada pela consultoria independente GLJ. O relatório aponta volumes contingentes entre 2,9 e 5,7 milhões de boe e recursos potenciais riscados – recurso potencial multiplicado pela probabilidade de sucesso – de 6,5 a 17,8 milhões de boe. Recursos contingentes são volumes estimados em acumulações já descobertas, enquanto recursos potenciais são calculados com base em prospectos, antes da perfuração e descoberta.
Para as duas classificações de recursos, foram relatadas três estimativas: baixa, ótima e alta. De acordo com as estimativas ótimas, os recursos são de 3,5 milhões de boe (contingentes riscados) e 12,1 milhões de boe (potenciais riscados). Já as reservas 1P (provadas) e 2P (provadas e prováveis) dos ativos são estimadas em 843 mil boe e 3,3 milhões de boe, respectivamente, de acordo com relatório divulgado pela empresa no início de março.
“Nosso ativo de Gomo é uma parte única de nosso portfólio com risco geológico avaliado muito baixo, análogo a muitos resource plays. Estes recursos incrementais de Gomo mostram o potencial para adicionar 19 mmcfpd [milhões de pés cúbicos/dia, o equivalente a 538 mil m³/dia] adicionais de capacidade produtiva do projeto de Gomo nos próximos 5 anos”, declarou Ruttan.
A GLJ calculou ainda as chances de descoberta, desenvolvimento e comercialização dos recursos potenciais do reservatório em 90%, 90% e 81%, nessa ordem.
Recentemente, a Alvopetro finalizou um teste de produção no poço 183-1, no bloco REC-T-183. Para escoar a produção deste poço, a canadense está trabalhando na instalação de um gasoduto de extensão que deverá ficar pronto no final deste ano. Com 9 km de extensão, o duto ligará o poço à unidade de processamento de gás natural (UPGN) de Caburé, por meio do gasoduto de Caburé.
No Brasil desde 2012, a Alvopetro é operadora dos campos de Bom Lugar (100%), Mãe-da-lua (100%), Caburé Leste (49,1%) e Jiribatuba (100%), com participação em Caburé (49,1%, não operado). A petroleira opera ainda os blocos REC-T-182 (100%), REC-T-183 (100%) e REC-T-197 (100%). Todos os ativos estão no Recôncavo, menos Jiribatuba, localizado na Bacia de Camamu.
A companhia é proprietária da UPGN de Caburé, a primeira unidade privada do Brasil, que processa e escoa o gás produzido no campo homônimo para o city gate da distribuidora estadual Bahiagás.
Fonte: Revista Brasil Energia