
Pela primeira vez desde março, quando o preço do barril de petróleo registrou baixa histórica, o número de sondas de perfuração em atividade na América Latina alcançou três dígitos. Segundo o relatório “Rig Count” da Baker Hughes, 101 sondas operaram na região em novembro – crescimento de 15% em relação ao mês anterior.
Até então, o crescimento mais significativo em 2020 se deu entre os meses de maio e junho, quando o total de equipamentos saiu de 62 – o menor patamar na série histórica da Baker – para 71.
A recuperação em novembro foi impulsionada pela atividade na Argentina, onde 26 sondas operaram no mês ante 21 no período anterior, seguido por Brasil, Colômbia e Equador, que registraram duas sondas a mais no mês ante o total de outubro. Em todos os países analisados pela Baker na América Latina, o nível de atividade esteve estável ou registrou aumento.
Devido aos números na região e na África – onde o crescimento foi de 14% –, a contagem internacional da Baker apresentou aumento, com 13 sondas a mais ante o mês anterior. No entanto, as regiões Ásia-Pacífico e Oriente Médio registraram redução de 3,5% e 2,4% no número de sondas em atividade, respectivamente. Na Europa, o total se estabilizou após queda em outubro.
No total mundial, que considera a contagem internacional e o total dos Estados Unidos e Canadá, houve crescimento de 5,4% ante os números de outubro, embora a quantidade de sondas em operação continue abaixo de 1156 – menor nível registrado pela série histórica da Baker, em abril de 1999.
As sondas em atividade no mundo sofreram outras grandes baixas desde então, em 2002, 2009 e 2016, mas nenhuma próxima dos patamares registrados neste ano
A Baker considera, no Rig Count, sondas perfurando poços exploratórios e de desenvolvimento.
No Brasil, de acordo com informações da Marinha do Brasil, 15 navios-sonda e 11 semissubmersíveis de perfuração estão em águas brasileiras. Dentre elas, seis estão fora de operação ou em estaleiros: Deepwater Mykonos, West Saturn, Brava Star, Ocean Courage, Ocean Valor e SS Pantanal.

Segundo a ANP, há 17 poços exploratórios em atividade no Brasil – quatro marítimos e 13 terrestres. A agência reguladora, que não identifica as sondas responsáveis pelas perfurações em seu site, considera poços em que houve intervenção com sonda, incluindo a perfuração, ou teste de longa duração (TLD) informada pela Situação Operacional de Poços (SOP) nos últimos 15 dias.
Fonte: Revista Brasil Energia