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Clippings - 20/10/22

América Latina gerará 34 GW em eólica offshore até 2050

A atividade será impulsionada por projetos de hidrogênio verde fora da rede, com Brasil e Colômbia na liderança

Impulsionada pelo crescimento de projetos de hidrogênio verde, a América Latina verá um aumento acentuado nos projetos eólicos offshore, com capacidade atingindo 34 Gigawatts (GW) até 2050, de acordo com nova análise da Wood Mackenzie, uma empresa da Verisk.

A atividade eólica offshore corresponderá a uma taxa de crescimento anual composta de 15,4% a partir de 2032, quando se espera que os primeiros projetos entrem em operação na região. Na liderança estarão o Brasil e a Colômbia.

“Vimos um movimento regulatório significativo em apoio aos empreendimentos eólicos offshore, com o Brasil e a Colômbia fornecendo roteiros oficiais e diretrizes para atividades futuras”, disse Kárys Prado, analista de pesquisa, energia e energias renováveis da Wood Mackenzie. “Ambos os países têm um número crescente de projetos planejados, e o crescimento do pipeline anunciado este ano na América Latina já representa uma participação de 34% dos anúncios globais de novos projetos, no terceiro trimestre de 2022”, completa a analista.

A Wood Mackenzie prevê que o Brasil será responsável por cerca de 6% do suprimento total de hidrogênio verde do mundo até 2050, com o mercado ganhando escala após 2030. No entanto, apenas 20% das instalações de hidrogênio verde no país estarão conectadas à rede.

“A maioria desses projetos será fora da rede e parte deles será apoiada por energia eólica offshore, juntamente com outras energias renováveis”, disse Prado. “Isso desempenhará um papel fundamental na economia futura do país e na posição de longo prazo como exportador global de energia. No entanto, ainda há muito trabalho a ser feito na frente regulatória e muitos desafios permanecem para que isso se torne uma realidade.”

Fonte: Revista Portos e Navios