A empresa mantém planos para deixar o Brasil, onde possui três ativos. A Anadarko iniciou os trabalhos do plano de desenvolvimento de Wahoo, descoberta feita no bloco C-M-101, na Bacia de Campos. De acordo com executivos da companhia, ainda há interesse em vender os ativos no Brasil. Desde 2011, a negociações a empresa tenta negociar a saída do país. As informações foram apresentadas nesta quarta-feira (29/10), em conferência com investidores.
A petroleira fez duas descobertas na Bacia de Campos – Wahoo e Itaúna – cujos prazos contratuais das fases de avaliação vencem entre 2015 e 2016.
O lucro da Anadarko foi de US$ 1,147 bilhão no terceiro trimestre deste ano, representando uma alta mais de quatro vezes frente ao registrado em igual perãodo do ano passado, quando a companhia lucrou US$ 220 milhões. A recuperação ajudou a reduzir o prejuízo acumulado em 2014, que, no fim de setembro, somava US$ 1,213 bilhão.
O faturamento da Anadarko cresceu 36%, para US$ 15,293 bilhões, nos nove primeiros meses deste ano, frente a US$ 11,243 bilhões na comparação ano a ano, acompanhando o crescimento do terceiro trimestre, de 30% para US$ 5,010 bilhões.
Os resultados foram alcançados após um programa desinvestimento que injetou US$ 2,340 bilhões na companhia, acompanhado de maiores volumes de venda de óleo e de gás natural.
Operações
Os principais portfólios de produção da Anadarko estão nos EUA, onde a companhia investe em E&P no Golfo do México e em fronteiras onshore no Texas, que incluem a produção de oléo e gás não convencional. Internacionalmente, a companhia está presente na Argélia, Gana e Moçambique.
No Brasil, a companhia opera o bloco C-M-101 (Wahoo) e C-M-202 (Itauna), com 30% dos contratos em sociedade com BP (25%), IBV (25%) e Maersk (20%).
A Anadarko também tem 33% do contrato do C-M-61, onde a BP fez a descoberta de Itaipu, operado pela BP (40%) com a sócia Maersk (27%).