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Clippings - 20/08/20

Análise da Petrobras aponta para dois prospectos em Uirapuru

Desenvolvimento de novos projetos no pré-sal de Santos é considerado tecnologicamente desafiador pela companhia

A análise exploratória de Uirapuru, no pré-sal da Bacia de Santos, indicou dois prospectos no bloco, denominados “Araucária Santos” e “Pinhão”, segundo informações submetidas pela Petrobras ao Ibama.

“Ambos são interpretados como carbonatos porosos lacustres microbiais e/ou hidrotermais selados por sal, formados em altos do embasamento cristalino (horst) no play pré-sal”, detalhou a companhia.

Ainda não testados por poços, os prospectos seguem o mesmo trend estrutural da descoberta de Carcará e Norte de Carcará, no bloco BM-S-8, a sudeste de Uirapuru e que deram origem ao campo de Bacalhau, operado pela Equinor.

“Os dados sísmicos indicam a ocorrência das principais sequências que compõe o play pré-sal, com alta possibilidade de sucesso”, observou a estatal.

No início de abril, a Petrobras encontrou indícios de hidrocarbonetos no bloco adquirido na 4ª Rodada de Partilha da Produção, em 2018. Os trabalhos têm se mostrado complexo no ativo, que, segundo a petroleira, “está inserido no contexto de desafio tecnológico de alta pressão”, com “elevado risco de contaminantes no fluido pela alta concentração de CO2”.

Uirapuru é operado pela Petrobras, com 30% de participação, em parceria com a Galp (14%), Equinor (28%) e ExxonMobil (28%).

Outro bloco de partilha com potencial é o de Aram, onde a análise exploratória aponta para existência de três estruturas, ainda não testadas por poços, chamadas de Aruba, Curaçao e Tortuga.

“As estruturas são interpretadas como carbonatos porosos lacustres microbiais e/ou hidrotermais, selados ou não por camada evaporítica”, afirma a Petrobras no mesmo documento enviado ao órgão ambiental.

Arrematado no 6º Leilão do Pré-Sal, Aram dista cerca de 200 km da costa, em lâmina d’água de 1,8 mil m, a sudoeste do bloco BM-S-50 (PAD Sagitário), “tendo elevado risco de apresentar-se sobrepressurizado”, de acordo com a estatal.

Outra área desafiadora para a Petrobras é a de Três Marias, localizada a sul do bloco de Libra, na Bacia de Santos. A exemplo de Uirapuru, o bloco apresenta elevado risco de contaminantes no fluido pela alta concentração de CO2.

A petroleira identificou, em Três Marias, duas estruturas de médio porte, ainda não testadas por poços, denominadas Temisto e Lisitéia, localizadas na área externa ao cluster do pré-sal de Santos.

Os três ativos estão previstos para serem desenvolvidos na Etapa 4 de desenvolvimento do pré-sal, conforme publicado em julho pelo PetróleoHoje.

Fonte: Revista Brasil Energia