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Clippings - 16/11/23

Aneel propõe R$ 37,2 bi para conta que banca subsídios na tarifa de energia em 2024

Tarifa social dá descontos de até 100% nas contas de luz, dependendo do consumo das famílias — Foto: Divulgação/Sedes MA

Tarifa social dá descontos de até 100% nas contas de luz, dependendo do consumo das famílias — Foto: Divulgação/Sedes MA

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs nesta terça-feira (14) um orçamento de aproximadamente R$ 37,2 bilhões para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 2024.

A CDE é um fundo usado para bancar subsídios concedidos pelo governo e pelo Congresso através do setor de energia (veja detalhes mais abaixo).

A maior parte do valor – R$ 32,7 bilhões (88%) – será bancada pelos consumidores de energia em 2024, por meio de dois encargos incluídos nas contas de luz.

O orçamento de 2024 da CDE foi submetido a consulta pública e aguarda aprovação final.

O impacto nas tarifas dos consumidores cativos, que compram energia da distribuidora local, será de:

  • Norte e Nordeste: 1,26%
  • Sul, Sudeste e Centro-Oeste: 1,25%

Maior orçamento dos últimos 11 anos

Se aprovado, o orçamento da CDE para 2024 será o maior da série histórica da Aneel, que começa em 2013, em valores nominais (sem reajuste pela inflação). Em relação a 2023, haverá um aumento de 6,2%.

No ano passado, a conta de desenvolvimento custou R$ 34,99 bilhões — dos quais R$ 29,57 bilhões foram bancados pelos consumidores por meio de encargos incluídos na conta de luz.

Orçamento CDE

AnoOrçamento (R$ bilhões)
201314,12
201418,07
201525,25
201618,29
201715,99
2018 20,05
201920,21
202021,91
202123,92
202232,1
202334,99
202437,17

Fonte: Aneel

O que é a CDE

Criada em 2002, a CDE é um fundo setorial que faz o custeio de políticas públicas do setor elétrico, como:

  • universalização do serviço de energia elétrica em todo o território nacional;
  • concessão de descontos tarifários a diversos usuários do serviço: baixa renda; rural; irrigante; serviço público de água, esgoto e saneamento; geração e consumo de energia de fonte incentivadas, etc.;
  • descontos na tarifa em sistemas elétricos isolados;
  • subsídios para produção de energia termelétrica nos sistemas isolados; e
  • subsídios ao carvão mineral nacional;
  • subvenção a cooperativas e pequenas concessionárias do setor de energia;
  • subsídio à geração distribuída.

O orçamento é aprovado para cobrir os custos dos subsídios. Dessa forma, receitas e despesas são equivalentes.

A CDE tem como receitas:

  • multas aplicadas pela Aneel;
  • recursos de pesquisa e desenvolvimento não utilizados pelas empresas;
  • valores pagos pelas hidrelétricas pelo uso do bem público;
  • recursos da Reserva Global de Reversão (RGR), um encargo pago por geradores, transmissores e distribuidoras;
  • aportes do Tesouro Nacional;
  • cotas pagas pelos consumidores.

Ao longo dos anos, com o aumento da CDE e a redução da participação da União no fundo, os consumidores tiveram que arcar com a maior parte dos custos.

Fonte: G1