A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) abriu ontem os primeiros dados técnicos do campo de Libra, maior descoberta de petróleo do país, que será oferecido em outubro, no primeiro leilão do pré-sal.
A expectativa do mercado é de que a minuta de edital do leilão seja apresentada ainda esta semana, conforme prometeu a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, ao anunciar a data da oferta.
Entre os dados apresentados, há linhas sísmicas e dois poços – um deles perfurado pela anglo-holandesa Shell, que não chegou a comunicar descoberta à ANP. Ontem, em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a ANP apresentou as “as providências preparatórias” para a realização do leilão, mas não houve a divulgação dos dados econômicos da oferta.
Fontes do mercado dizem que há divergências entre a agência e a área econômica do governo com relação aos aspectos financeiros do contrato de concessão.
Interessada em maximizar a arrecadação, a Fazenda quer um bônus de assinatura mais alto, em torno de R$ 15 bilhões, e uma parcela maior do petróleo para o governo. Para a ANP, o bônus ideal gira em torno de R$ 10 bilhões.
Amanhí, a diretora-geral da ANP dá posse ao diretor José Gutman, com presença do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em cerimônia na qual se espera anúncios a respeito das regras do leilão. Descoberto pela ANP, a área de Libra tem reservas entre 8 e 12 bilhões de barris de petróleo e terá um prazo de exploração de 35 anos.