
A diretoria da ANP aprovou a aquisição, pela PRIO, da participação operada da Petrobras (90%) no campo de Albacora Leste, localizado na Bacia de Campos, segundo decisão em circuito deliberativo publicada na sexta-feira (18). A cessão da participação está condicionada ao envio e aprovação de alguns documentos, tais como a apresentação, pela PRIO, de garantia financeira ou de termo que assegure o descomissionamento do campo.
O contrato, avaliado em US$ 2,2 bilhões, foi assinado entre as empresas no final de abril deste ano, uma vez que a Repsol Sinopec Brasil abriu mão do seu direito de preferência. Conforme publicado pelo PetróleoHoje, a PRIO pretende unitizar o prospecto de Arapuçá, reservatório de pré-sal de Albacora Leste, com o campo de Roncador, operado pela Petrobras, no intuito de viabilizar a produção de Arapuçá o quanto antes.
O projeto para Albacora Leste pensado pela PRIO inclui o aporte de R$ 150 milhões para melhorar a eficiência operacional do FPSO P-50, que será mantido no campo e, posteriormente, a perfuração de 17 poços produtores e cinco injetores. Ao todo, o redesenvolvimento do campo será realizado em duas etapas, sendo que a primeira prevê o tie-back de três poços já perfurados e a perfuração de oito novos poços produtores e um injetor, enquanto a segunda fase prevê a perfuração de seis novos poços produtores e quatro injetores.
“A aquisição do campo de Albacora Leste mais que dobra a produção e as reservas da PRIO”, afirma a companhia em seu site. A estimativa é que, com o campo, a petroleira aumente sua produção em 50 mil bpd e suas reservas em 240 milhões de barris, segundo Francilmar Fernandes, diretor de Operações da PRIO.
A PRIO opera os campos de Frade (100%), Wahoo (64,3%), e o cluster de Polvo/Tubarão Martelo (95%), na Bacia de Campos, e detém participação em Manati (10%, recentemente adquiridos pela Gas Bridge), na Bacia de Camamu. Na fase exploratória, possui 60% em Itaipu, em Campos; 100% nos blocos FZA-M-539 e FZA-M-254, em Foz do Amazonas; e 50% no CE-M-715, na Bacia do Ceará – no qual a companhia está se desfazendo.
Fonte: Revista Brasil Energia