
A ANP aprovou as quatro declarações de comercialidade restantes de Sergipe Águas Profundas, referentes aos campos de Agulhinha (originado do bloco SEAL-M-426), Agulhinha Oeste (SEAL-M-424), Budião (SEAL-M-499) e Budião Sudeste (SEAL-M-424), localizados na Bacia de Sergipe e operados pela Petrobras. Os outros três campos – Cavala, Palombeta e Budião Noroeste – foram aprovados pela agência reguladora na última sexta-feira (13/5).
As declarações de comercialidade das áreas foram encaminhadas pela estatal à ANP no último dia de 2021. O bloco SEAL-M-426 está localizado na concessão BM-SEAL-11, que inclui os Planos de Avaliação de Descoberta (PADs) de Farfan e Barra.
Já os blocos SEAL-M-424 e SEAL-M-499 fazem parte da concessão BM-SEAL-10. No entanto, enquanto o primeiro inclui os PADs de Moita Bonita, Muriú e Barra, o segundo inclui apenas o PAD de Moita Bonita, segundo dados da ANP.


A Petrobras planeja desenvolver esses sete campos em duas fases, com a instalação de dois FPSOs. O primeiro, o P-81, cuja capacidade de produção será de 120 mil bpd e escoamento de 8 milhões de m³/dia de gás, tem início de produção previsto para 2026.
Já o segundo FPSO está em fase de contratação e tem seu início de produção previsto após o horizonte do Plano Estratégico 2022-2026. No momento, a Petrobras está consultando as empresas de FPSO para tentar entender o desinteresse demonstrando por elas na licitação da P-81, conforme publicado pelo PetróleoHoje.
O bloco SEAL-M-426 é operado pela Petrobras com 60% de participação, em consórcio com a IBV Brasil, que detém o restante (40%). Os outros dois blocos – SEAL-M-424 e SEAL-M-499 – são operados pela estatal com 100% de participação. Todos eles foram arrematados na 6ª Rodada de Concessões da ANP.
Na última sexta-feira (13/5), a Petrobras informou que desistiu de vender as concessões BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A, BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11, todas em águas profundas na Bacia de Sergipe-Alagoas e que, originalmente, constavam no plano de desinvestimentos da companhia.
Em comunicado, a petroleira disse que “avalia constantemente seu portfólio e, considerando o alinhamento das concessões à estratégia da companhia e a melhoria dos indicadores econômico-financeiros da Petrobras, as concessões foram mantidas integralmente na carteira, marcando o início do desenvolvimento de uma nova fronteira em águas profundas na Bacia de Sergipe-Alagoas”.
O teaser dessas áreas foi divulgado em maio de 2018, e a fase vinculante iniciada em julho do mesmo ano. A estatal pretendia vender parcialmente esses ativos, sem a transferência da operação.
Fonte: Revista Brasil Energia