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Clippings - 12/12/23

ANP aprova enquadramento prévio de projeto piloto da Equinor

Plataforma Peregrino C (Foto: Banco de imagens da Equinor)

A diretoria da ANP concordou pelo enquadramento prévio de mérito do projeto piloto de polímero em Peregrino, apresentado pela Equinor, em sessão reservada realizada na última reunião, na quinta-feira (7). A área técnica da ANP entendeu que o projeto atende aos objetivos da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e aos requisitos estabelecidos na Resolução ANP nº 918/2023, que regulamenta o cumprimento da obrigação de investimentos decorrente dessa cláusula.

No entanto, o enquadramento definitivo do mérito dependerá da comprovação, no processo de fiscalização, de que o projeto foi executado conforme as premissas apresentadas no formulário de consulta de enquadramento de mérito e de outros documentos, devendo ser observadas as disposições da Resolução ANP Nº 918/2023, explicou o diretor Daniel Maia em seu voto, conforme documento disponibilizado na sexta-feira (8).

O projeto da Equinor possui, como objetivo, verificar a viabilidade de aplicação de tecnologia em ambiente offshore desenvolvida e testada em campos onshore (injeção de polímeros) como método de recuperação avançada em reservatórios de arenito não consolidado de óleo pesado no Brasil, conforme antecipado em matéria publicada na e-revista Brasil Energia.

De acordo com a companhia, esse é o primeiro projeto de piloto de polímero no Brasil em ambiente offshore, sendo um marco de desenvolvimento tecnológico no país. Posteriormente, após o desenvolvimento da competência e análise de dados gerados durante a pesquisa, os resultados serão divulgados na forma de workshops, publicações em revistas, conferências e/ou relatórios técnicos, em que serão discutidos os problemas encontrados e melhores práticas desenvolvidas durante o processo.

A Equinor também afirma, segundo o voto do diretor, que o projeto é um “desenvolvimento experimental”, pois visa buscar soluções para gargalos técnico-operacionais identificados em fases anteriores de desenvolvimento com o objetivo de demonstrar a viabilidade da tecnologia, e permitindo sua aplicação posterior em larga escala no campo de Peregrino.

De acordo com a Resolução ANP nº 918/2023, o “desenvolvimento experimental” consiste em uma fase sistemática, delineada a partir de conhecimento preexistente, visando ao desenvolvimento, à comprovação ou à demonstração da viabilidade técnica ou funcional de novos produtos, processos, sistemas e serviços ou, ainda, ao aperfeiçoamento dos já produzidos ou estabelecidos.

A Equinor já havia solicitado, em 2020, uma consulta de enquadramento de mérito similar, sobre o mesmo tema, tendo sido previamente enquadrada no mérito pela ANP em 2021. Contudo, o projeto não foi iniciado devido à interrupção da produção no campo de Peregrino entre abril de 2020 e julho de 2022, causada pela pandemia de Covid-19 e por problemas nos risers.

Adicionalmente, a companhia norueguesa informou que o projeto atual tem relação com outros projetos de recuperação avançada de óleo desenvolvidos anteriormente via P&D. Entretanto, os projetos anteriores se restringiram/restringem à escala laboratorial e/ou de simulação numérica e a estudos de suporte à nova fase de injeção de polímeros, objeto da nova proposta.

Desta forma, o projeto piloto, continua a Equinor, torna-se essencial para melhor entendimento e verificação da viabilidade da tecnologia, sendo uma etapa intermediária necessária entre as atividades de pesquisa e desenvolvimento realizadas no passado, e a sua implementação em larga escala.

Localizado na Bacia de Campos, Peregrino iniciou a produção em 2011 e é o maior campo de produção operado pela Equinor fora da Noruega. A companhia possui 60% de participação no ativo, em parceria com a Sinochem (40%). Em outubro deste ano, o campo produziu cerca de 91 mil boed, sendo 89,8 mil bpd, segundo dados do Painel Dinâmico de Produção da ANP.

Fonte: Revista Portos e Navios