A Phoenix ampliou sua participação nos blocos POT-T-743 e POT-T-744, assumindo a posição de operadora e passando a responder por 100% das áreas, localizadas na Bacia Potiguar e arrematadas na 13ª rodada. A petroleira adquiriu as participações de 50% da UTC nos dois projetos onde já atua como sócia, exercendo o direito de preferência nos farm-outs, aprovados pela Diretoria da ANP no último dia 12.
Além dos ativos de exploração, a Phoenix acertou a aquisição da participação da UTC de 50% no campo de Periquito e de 51% no campo de Concriz, onde também está comprando a parcela de 10% da Quantra, exercendo nos dois casos o direito de preferência. Com as operações, que ainda dependem da aprovação da ANP, a petroleira passará a deter 100% dos dois ativos.
As três empresas não revelam o valor das operações. A Phoenix programa investir R$ 3 milhões até o fim do ano nos quatro ativos.
O plano de trabalho prevê a perfuração em novembro de um poço no campo de Concriz, que deverá retomar produção em janeiro, a realização de campanhas de work-over em Periquito e a apresentação à ANP de um plano de avaliação para a área do POT-T-744, cujo potencial de produção é estimado em 50 b/d de óleo.
No momento é executado um TLD no POT-T-743, através do poço Galp-42, que produz 25 mil m3/d de gás, volume comprimido e comercializado para a indústria salineira local e postos de combustíveis. São extraídos também 18 b/d de óleo do campo de Periquito, através de cinco poços, que deverão ter sua produção elevada para 50 b/d até o fim do ano.
Com a venda, a UTC passará a ter apenas três ativos de exploração, o POT-T-617, POT-T-618 e POT-T-575, uma vez que também acertou uma operação de farm-out com a Imetame para o POT-T-741 e os campos de Galo de Campina, Graúna, Rolinha, João de Barro, Caboclinho e Arribaçã, ativos localizados na Bacia Potiguar e que aguardam apenas a aprovação da ANP. Na segunda-feira (17/7), o grupo brasileiro firmou acordo de leniência com a CGU e a AGU e protocolou pedido de recuperação judicial na 2ª vara de Falências e Recuperação de São Paulo.
A petroleira solicitou à ANP postergação do prazo de exploração dos POT-T-617, POT-T-618 e POT-T-575. O plano original da UTC, antes do pedido de recuperação judicial, era abrir um data-room para vender sua participação nas áreas logo após a aprovação da extensão do programa mínimo, encerrando assim suas atividades no segmento de E&P.