
A diretoria da ANP aprovou o Plano de Avaliação de Descobertas de Petróleo ou Gás Natural (PAD) do poço 1-BRSA-1379D-ESS, perfurado pela Petrobras em 2021 e que resultou, em julho do mesmo ano, numa descoberta de gás em águas ultraprofundas do bloco ES-M-669, no pré-sal da Bacia do Espírito Santo.
O plano aprovado prevê, como compromisso firme, o reprocessamento de dados sísmicos na área do bloco e, como compromisso contingente, a realização de um Teste de Formação em Poço Revestido (TFR) no poço descobridor, com o objetivo de avaliar o potencial de produção e as condições do reservatório do mesmo.
Segundo a Petrobras, “o reprocessamento sísmico focado no bloco trará a aplicação de inovações tecnológicas com alto poder computacional na exploração de hidrocarbonetos, as quais poderão ser aplicadas em outras descobertas, sendo qualificados pela operadora como uma quebra de paradigma na exploração nacional”.
Conforme anunciado pela estatal, Monai é o poço mais profundo perfurado no Brasil, seja pela profundidade total alcançada (7,7 mil m), seja por ter sido no pré-sal da Bacia do Espírito Santo. No final de 2021, a Petrobras informou que os resultados deste poço serão decisivos para a avaliação da exploração de blocos próximos.
Para que essas atividades sejam realizadas, a ANP prorrogou a fase de exploração do PAD de 1º de janeiro de 2025 para 10 de maio do mesmo ano, caso os compromissos firmes e contingentes sejam executados. Se somente os compromissos firmes forem realizados, a data de término do PAD será 1º de outubro de 2024.
O bloco ES-M-669 foi arrematado na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, pelo consórcio formado por Petrobras (com 40% de participação, sendo a operadora), Equinor (35%) e TotalEnergies (25%).
Fonte: Revista Brasil Energia