A agência deliberou sobre a extensão do contrato até 31 de dezembro de 2040; Petrobras desistiu da redução da alíquota dos royalties

A ANP aprovou, nesta quinta-feira (14), a prorrogação contratual do Plano de Desenvolvimento da fase de produção do campo de Tapique, localizado na Bacia do Recôncavo. A data estipulada foi 31 de dezembro de 2040.
A Petrobras, inicialmente, não teve seu PD, com a redução da alíquota de royalties e prorrogação contratual, aprovado pela Superintendência de Desenvolvimento e Produção (SDP), pois esta considerava que o projeto não era o mais adequado por não atingir todo o potencial de produção.
A SDP reviu o PD à luz de dados mais recentes, aprovando a prorrogação contratual até 31 de dezembro de 2029. No entanto, a Petrobras retirou do plano a redução de royalties. Com isso, as condições originais foram restauradas. O contrato poderia ser prorrogado até 31 de dezembro de 2040.
O especialista em regulação da SDP, Aroldo Carneiro, argumentou que a maturidade dos reservatórios da Petrobras proporcionam a possibilidade de continuação de novos investimentos na concessão através do PD complementar.
O PD prevê a perfuração de 11 novos poços e intervenção em 153 poços. O resultado previsto é de 7,98 mil bpd até 2052 e aumento de 3,07% no Fator de Recuperação (FR). Esses 11 poços, entretanto, já foram aprovados no Programa Anual de Trabalho e Orçamento (PAT) em 2018. Por conta disso, o parecer técnico concluiu que a concessão razoável seria de um período de 15 anos, a data de 31 de dezembro de 2040.
A prorrogação contratual foi aprovada, contanto que a Petrobras perfure até 31 de dezembro de 2023 os 11 novos poços, que realize até 31 de dezembro de 2038 intervenções em 125 poços já existentes e que a SDP avalie a revisão atual do escopo e dos prazos de realização de tais atividades.
O campo de Taquipe está em operação há mais de 60 anos. Ao longo desse período ela produziu cerca de 89,99% de volumes recuperáveis de óleo, possui um FR de 41,56% e BSW atual de 94,5%. A Petrobras é a operadora com 100% de participação na concessão.
Fonte: Brasil Energia