unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 07/11/22

ANP aprova prorrogação da fase de exploração de Titã e de três blocos na Bacia Potiguar

Sonda de perfuração
Sonda de perfuração

A ANP concedeu a prorrogação do período único exploratório do bloco de Titã, localizado na Bacia de Santos e operado pela ExxonMobil, e dos blocos POT-M-857, POT-M-863 e POT-M-865, situados na Bacia Potiguar e operados pela Murphy Oil, no âmbito da Resolução ANP nº 815/2020, segundo o Painel Dinâmico de Prorrogação de Prazos da Fase de Exploração, disponibilizado pela ANP na sexta-feira (4).

A nova data de vencimento da fase exploratória de Titã é 17 de setembro de 2026. O bloco possui uma descoberta de petróleo, notificada à ANP em novembro do ano passado, quase três meses após o início da perfuração, executada pela sonda West Saturn, da Seadrill. Titã foi arrematado na 5ª Rodada de Partilha, em 2018, e é operado pela ExxonMobil (com 64% de participação), em parceria com a QPI (36%).

Já os três blocos da Murphy Oil – cuja nova data de vencimento da fase exploratória é 7 de agosto de 2026 – são operados pela companhia com 100% de participação, uma vez que a parcela operada de 70% da Wintershall foi adquirida pela petroleira americana em agosto deste ano. Os 30% restantes já eram detidos pela Murphy.

Em entrevista ao PetróleoHoje, o country manager da Murphy Oil Brasil afirmou que o grupo não possui planos de perfurar os ativos em 2023, e que não estão fechados a operações de farm outs com o objetivo de reduzir a exposição nos projetos. “Estamos assumindo a posição de operador agora. Vamos analisar tudo com calma”, disse Claudio Araujo.

A Resolução ANP nº 815/2020 foi publicada no início de 2020 em função da pandemia de Covid-19. O prazo máximo concedido por meio desta resolução é de nove meses, sendo que a possibilidade de adiamento vale tanto para o Primeiro Período Exploratório (PEM) quanto para o PAD.

Em junho deste ano, a diretoria da ANP aprovou outra resolução com objetivo semelhante, só que aumentando a possibilidade de prorrogação do prazo da fase de exploração para 18 meses. O prazo de prorrogação desta nova resolução (nº 878/2022) se soma ao da resolução anterior (nº 815/2020).

No âmbito desta segunda resolução, a ANP já concedeu 39 prorrogações, sendo 14 relacionadas ao 1º e 2º período exploratório, 11 relacionadas ao período único, nove relacionadas ao 2º período exploratório e cinco relacionadas à prorrogação de PADs. A Eneva lidera o ranking com 11 prorrogações, seguida da Petrobras (8) e da Imetame (4).

Entre essas 39, destaque para os adiamentos do 1º e 2º períodos exploratórios dos blocos FZA-M-125, FZA-M-127, FZA-M-57, FZA-M-59, FZA-M-86 e FZA-M-88, operados pela Petrobras (100%) na Bacia de Foz do Amazonas – onde tenta destravar o licenciamento ambiental das áreas –, bem como dos blocos FZA-M-254 e FZA-M-539, situados na mesma bacia só que operados pela PRIO (100%).

O encerramento da fase de exploração dos seis blocos da estatal em Foz do Amazonas será em 17 de janeiro de 2029, com exceção do bloco FZA-M-59, cujo término da fase exploratória está marcado para 28 de agosto de 2027. Já os blocos da PRIO encerrarão sua fase exploratória em 21 de março de 2027.

Outro destaque é a prorrogação do PAD conjunto do S-M-518 e de Sul do Gato do Mato, operado pela Shell (50%) em parceria com a Ecopetrol (30%) e a TotalEnergies (20%) no pré-sal da Bacia de Santos. Esse plano já passou por três prorrogações, em 2014em 2016 e em 2021, além desta em 2022.

Por fim, a Petrobras também conseguiu a prorrogação do período exploratório do bloco ES-M-596 (100%), no offshore capixaba, para 23 de abril de 2026, e do PAD da concessão BM-POT-17 (100%), para 14 de novembro de 2024, assim como do período único do POT-M-762 (100%), para 11 de dezembro de 2027. A estatal está se desfazendo de 40% de sua participação nos ativos da Bacia Potiguar.

Fonte: Revista Brasil Energia