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Clippings - 18/08/23

ANP aprova recomendações de segurança após acidente na P-19


Fonte: Petrobras

ANP aprovou, em reunião de diretoria colegiada na quinta-feira (17), 16 recomendações de segurança operacional para todos os agentes regulados seguirem, após um acidente ocorrido em agosto de 2022 na P-19, localizada no campo de Marlim, na Bacia de Campos.

O acidente comunicado pela Petrobras aconteceu pelo falso acionamento do sistema de combate a incêndio por CO2 na sala dos moto geradores a diesel auxiliares da plataforma. Nela estavam quatro trabalhadores realizando serviço de limpeza, sendo que um deles chegou a falecer. Esse sistema consegue extinguir o fogo ao inundar totalmente de gás a área, tendo a certeza de que não há presença humana no local, devido ao efeito asfixiante do gás carbônico em altas concentrações.

A investigação foi feita de acordo com a instrução normativa (IN) nº 6/2021 ( que estabelece o procedimento para a verificação de incidentes em instalações e atividades relativas às indústrias do petróleo, do gás natural e dos biocombustíveis e ao abastecimento nacional de combustíveis). Dessa investigação, a Superintendência de Segurança Operacional (SSO), em relatório, identificou cinco razões que ocasionaram o acidente.

A primeira foi uma falha em projeto de lógica do acionamento do sistema de CO2, bem como do sistema fixo de CO2, estrutura da sala de cilindros de CO2, da localização dos alarmes de gás carbônico, na sala do moto geradores auxiliares e a sobreposição sonora dos alarmes de liberação de CO2 e de emergência da plataforma.

Já a segunda, terceira e quarta foram, respectivamente, uma falha na inspeção e teste do sistema fixo de CO2, falha na avaliação dos riscos na permissão de trabalho e falha na comunicação dos riscos. Por fim, a quinta causa foi uma falha de treinamento, incluindo treinamento de conscientização, briefing de chegada, simulados de emergência e comunicação dos riscos em diálogos diários de segurança.

Entre as 16 recomendações feitas pela ANP estão a realização de looping test completo nos sistema instrumentados de segurança antes do retorno operacional dos sistemas sempre que realizadas mudanças nestes sistemas; instalar válvulas de lockout no sistema fixo de combate a incêndio por CO2, inclusive em instalações já existentes; instalar alarmes visuais e sonoros nos ambientes protegidos por CO2, que sejam facilmente diferenciáveis de outros alarmes da instalação; não permitir o uso ou habilitação contínua de salas protegidas por sistemas fixos de CO2 que não forem projetadas para isso; e comunicar à ANP, como quase acidentes ou incidentes de falha espúria no acionamento do sistema fixo de combate a incêndio por CO2 ou outro gás asfixiante que não causarem vítimas.

Fonte: Revista Brasil Energia