
A ANP aprovou, na quinta-feira (25), os relatórios de conclusão dos planos de exploração (PE) dos blocos Dois Irmãos e Saturno, localizados nas bacias de Campos e Santos, respectivamente.
O PE contém a descrição do planejamento físico e financeiro de todas as atividades exploratórias a serem realizadas na área do contrato durante a fase de exploração, devendo considerar o cumprimento do Período Exploratório Mínimo (PEM) e do conteúdo local.
Em relação ao bloco Dois Irmãos, o PEM estabelecido foi a perfuração de um poço exploratório (1-BRSA-1384-RJS), o qual ocorreu em março de 2022. Contudo, não teve indícios de hidrocarbonetos, e houve a devolução voluntária e integral à ANP no ano seguinte.
De acordo com a agência reguladora, foram investidos cerca de R$ 233 milhões em atividades exploratórias no bloco. As diferenças encontradas entre as atividades e o orçamento planejado e o executado foram justificadas tecnicamente.
Já no bloco Saturno, o PEM estabelecido também foi a perfuração de um poço exploratório (1-SHELL-33-RJS), que aconteceu em maio de 2020. Conforme publicado pelo PetróleoHoje à época, não houve indícios de hidrocarbonetos, sendo classificado como seco e devolvido à ANP mais de dois anos após a perfuração.
Os investimentos em atividades exploratórias em Saturno foram cerca de R$ 306 milhões. O diretor-relator, Luiz Henrique Bispo, informou, para ambos os blocos, que “a aprovação do relatório não significa a aprovação dos custos despendidos, mas a aprovação do documento que tenha atendido às exigências contratuais”.
Sobre o conteúdo local, a Superintendência de Conteúdo Local (SCL) apontou que há coerência nas informações sobre o conteúdo local contido no relatório de conclusão do plano de exploração dos blocos Dois Irmãos e Saturno.
O bloco Dois Irmãos foi arrematado na 4ª Rodada de Partilha, realizada em 2018, e era operado pela Petrobras (45%) em parceria com a bp (30%) e a Equinor (25%). Já Saturno foi arrematado na 5ª rodada de partilha de produção, em 2018, e a Shell detinha a operação com 45% de participação, junto à Chevron (45%) e a Ecopetrol (10%).
Fonte: Revista Brasil Energia