A revisão do plano foi motivada por causa da anexação da área de Azulão Oeste à de Azulão, campos operados com 100% de participação pela Eneva na Bacia do Amazonas

A diretoria da ANP aprovou, na quinta-feira (21), a revisão do Plano de Desenvolvimento (PD) do campo de Azulão, localizado na Bacia do Amazonas. A Eneva é a operadora com 100% de participação.
A revisão do PD ocorre devido à anexação da área de desenvolvimento de Azulão Oeste à Azulão.
O plano prevê que, entre os anos de 2024 e 2027, a aquisição de sísmica 2D, a perfuração e completação de um poço produtor, lançamento de linhas de coleta e a construção de clusters de produção adicionais na unidade de tratamento de gás (UTG) de Azulão e na unidade termelétrica de Azulão. Os investimentos estimados para as atividades são o montante de R$ 695 milhões.
Descoberto em 1989, Azulão é da Rodada Zero, ou seja, não há declaração de comercialidade para o campo. O campo foi adquirido da Petrobras em 2017, em contrato avaliado em US$ 54,5 milhões.
Já Azulão Oeste é oriundo do Plano de Avaliação de Descobertas de Petróleo ou Gás Natural (PAD) do poço 1-ENV-31D-AM, que veio do bloco AM-T-85 – adquirido no 2º Ciclo da Oferta Permanente. A descoberta foi notificada em abril de 2022.
Campo de Azulão e seus projetos
A UTG do campo produz o gás natural utilizado para geração de energia na usina Jaguatirica II, em Roraima. Os empreendimentos fazem parte do projeto integrado Azulão-Jaguatirica.
O campo de Azulão também terá participação no projeto do Complexo de Azulão, que será composto pelas usinas UTE Azulão I e UTE Azulão II, ambas supridas pelo gás natural do campo de mesmo nome, replicando o modelo R2W (Reservoir-to-Wire) para a Bacia do Amazonas.
Volta da perfuração em Azulão
Em junho, a Eneva restabeleceu a perfuração de poços no campo após a empresa conseguir reverter decisão da Justiça que suspendeu novas atividades.
No final de maio, a Justiça Federal da 1ª Região concedeu liminar determinando a suspensão imediata das atividades do cluster de poços e que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) não emitisse novas licenças ambientais ao complexo de exploração e produção de gás, operado 100% pela Eneva.
Fonte: Revista Brasil Energia