
A diretoria da ANP aprovou, na quinta-feira (22), a revisão do plano de desenvolvimento (PD) do campo de Furado, bem como a prorrogação contratual da fase de produção e a redução da alíquota de royalties sobre a produção incremental. Localizado na Bacia de Alagoas, a Origem Energia opera com 100% de participação.
O projeto do PD consiste perfuração e completação de 26 poços, recompletação de 79 poços já existentes e um reprocessamento sísmico. Com início em 2022 e indo até 2030, os investimentos previstos foram de R$ 253,8 milhões, resultando em uma produção adicional de 8,72 milhões de barris de óleo e de 7,121 milhões de m³ de gás natural.
De acordo com a Superintendência de Desenvolvimento e Produção (SDP), a prorrogação da fase contratual será até 5 de agosto de 2052, devido ao grau de investimentos e o limite de economicidade da concessão. Quanto a redução da alíquota de royalties, a Superintendência de Participações Governamentais (SPG) estimou que o benefício proporcionará arrecadação de R$ 131,79 milhões, considerando a produção prevista pelos novos investimentos.
Contudo, o campo já possui uma alíquota de 7,5 % vigente. Por sua vez, o benefício ficará suspenso até que a Origem solicite a suspensão da redução já concedida ou até que ocorra a sua perda.
Além disso, durante a análise da revisão do PD, a ANP verificou que a área de desenvolvimento de Furado está em desacordo com o contrato de concessão. Portanto, a petroleira deverá apresentar, até 31 de março de 2024, um cronograma de atividades, contemplando a perfuração, a curto prazo, de novos poços, com objetivo de comprovar eventuais acumulações na porção sudeste do campo ou que proponha adequação da sua área de desenvolvimento.
Fonte: Revista Brasil Energia