A diretoria da ANP aprovou o Acordo de Individualização da Produção (AIP) da jazida que se estende entre o campo de Argonauta, sob concessão da Shell, e área não contratada pertencente à União. O acordo foi assinado pela Pré-sal Petróleo (PPSA) em março e submetido à aprovação da diretoria da agência. Ele passa a valer a partir do dia 1º de outubro deste ano.
Com isso, dos quatro acordos enviados pela PPSA para aprovação da ANP, dois já foram aprovados pela agência, restando os AIPs de Tartaruga Mestiça, na Bacia de Campos, Lula-Sul de Lula, ainda em avaliação pela autarquia. O acordo de Sapinhoá e área não contratada já havia sido aprovado em maio pela ANP.
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Estão em andamento na PPSA outros quatro acordos referentes à fase de produção: Albacora, Pirambu, Baleia Azul e Sul de Sapinhoá. Há ainda outros seis processos de áreas em análise pela estatal, são eles o BM-C-34 (descoberta de Anu); BM-C-32 (descoberta de Itaipu, entorno de Jubarte); Atapu-Sururu-Berbigão (Iara e Entorno de Iara); Búzios; Sépia-Júpiter; Júpiter e área não contratada. Está em negociação também o pré-acordo de Libra (fase de exploração)
A assinatura e aprovação desses acordos, além das novas diretrizes para fechamento dos acordos de individualização aprovadas pelo CNPE e em fase de consulta pública pela ANP, são vistos como fundamentais pela indústria para reduzir as incertezas e aumentar a atratividade das áreas.
O primeiro leilão de áreas unitizáveis será realizado pela ANP em 27 de outubro, quando serão licitadas as áreas unitizáveis de Norte de Carcará, Sul de Gato do Mato, Entorno de Sapinhoá e Sudoeste de Tartaruga Verde. A Petrobras, que tem direito de preferência sobre as áreas do pré-sal, já manifestou interesse em ser operadora com 30% da área de Entorno de Sapinhoá.
Argonauta
Os Parque das Conchas, do qual fazem parte Argonauta, Ostra e Abalone, além de Bijupirá e Salema, são os atuais projetos de produção operados pela Shell no Brasil. Localizados na Bacia de Campos, produzem juntos mais de 60 mil barris/dia e, na próxima década, entrarão em sua última fase de produção, de acordo com o planejamento atual da companhia.
“Em 10 anos, nós provavelmente estaremos vendo o abandono de Bijupirá-Salema e o fim do ciclo de BC-10 [Parque das Conchas]”, informou a companhia. Por enquanto, a Shell tem investido no aumento dos fatores de recuperação de óleo e recuperação de poços nos ativos.