Duto será responsável por escoar o gás produzido em um dos clusters do campo para a Unidade de Tratamento de Gás (UTG), onde será realizado o seu processamento. O campo é operado pela Eneva

A diretoria da ANP aprovou, na quinta-feira (5), a Declaração de Utilidade Pública (DUP), para fins de servidão administrativa, das áreas necessárias para a construção de um gasoduto de 8 km e 10″ de diâmetro no campo de Azulão, operado integralmente pela Eneva na Bacia do Amazonas.
O duto – que terá vazão máxima de 350 mil Nm³/dia, sendo totalmente enterrado – será responsável por escoar o gás produzido em um dos clusters do campo para a Unidade de Tratamento de Gás (UTG), onde será realizado o seu processamento.
A DUP permite que o operador ou concessionário execute as atividades de exploração e produção de hidrocarbonetos. Já o princípio de servidão administrativa significa promover o direito da entidade pública de poder usufruir da área em parceria com o particular, a fim de atender a um interesse público.
O campo e o seu sistema de produção
O campo de Azulão, com área de desenvolvimento de 145,41 km², está localizado na Bacia do Amazonas, entre os municípios de Silves e Itapiranga, e a cerca de 210 km a leste da cidade de Manaus, no estado do Amazonas.
Atualmente, a produção bruta dos poços é encaminhada, por meio das suas linhas de coleta, aos manifolds dos seus respectivos “clusters” que, por sua vez, a direciona ao manifold da Unidade de Tratamento Primário (UTP).
Após a separação e tratamento na UTP, o gás natural segue, por um duto de 8″, para a Unidade de Liquefação de Gás Natural (UGNL), onde é liquefeito, armazenado e transferido para os caminhões tanque (carretas criogênicas), que o transporta até a Unidade Termelétrica (UTE) Jaguatirica II, localizada em Boa Vista (Roraima).
Uma parte do gás natural também é destinada à usina de autogeração, que é responsável pelo fornecimento de energia elétrica para a UTP e para a UGNL. O condensado, por sua vez, é estabilizado e armazenado na UTP, para a posterior transferência, por carretas, para o seu comprador final.
Está prevista, como segunda etapa de desenvolvimento do campo, a construção do Complexo Termelétrico de Azulão, que será composto pela Unidade de Tratamento de Gás (UTG) Azulão (interligada, por meio de um duto bidirecional, à UTP) e pela Unidade Termelétrica (UTE) Azulão.
A UTG terá, como função, a separação das fases (gás, condensado e água), a entrega do gás natural nas condições especificadas pela UTE e a medição fiscal da produção. Já a UTE Azulão contará com três usinas termelétricas, que totalizarão 950 MW de geração. Por fim, a água produzida, caso ocorra, será armazenada, tratada e adequadamente descartada.
Fonte: Revista Brasil Energia