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Clippings - 06/02/26

ANP autoriza, com condicionantes, retomada da perfuração na Foz

Perfuração do poço Morpho está paralisada desde o dia 4 de janeiro, após a identificação de perda de fluido de perfuração em linhas auxiliares do riser. O poço começou a ser perfurado em outubro pela sonda ODN-II, da Foresea, no bloco FZA-M-59, operado pela Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas


Sonda NS-42, também conhecida como ODN-II, da Foresea (Foto: Divulgação Foresea)

A ANP autorizou a retomada da atividade de perfuração no poço Morpho, a ser realizada pela sonda ODN II (NS-42, da Foresea), mas estabeleceu algumas condicionantes. A autorização foi enviada à Petrobras na quarta-feira (4). 

As condicionantes, que deverão ser cumpridas integralmente e ser devidamente comprovadas pela empresa nos prazos definidos, são: 

  • Realizar a substituição de todos os selos das juntas do riser, em conformidade com a versão mais recente do procedimento aplicável, antes da utilização do riser, bem como apresentar evidências da troca dos selos, incluindo análise da adequação da instalação, em até cinco dias após a instalação da última junta;
  • Apresentar evidências de treinamento de todos os colaboradores impactados pelo procedimento revisado de descida do BOP (Blowout Preventer), previamente ao início das atividades;
  • Revisar o Plano de Manutenção Preventiva, com a redução do intervalo de coleta de dados dos registradores de vibração subsea nos primeiros 60 dias; e
  • Utilizar as juntas de riser reserva somente após o envio dos respectivos certificados de conformidade, comprovando que foram inspecionadas e/ou reparadas de acordo com as normas aplicáveis.

A ANP está fazendo auditoria do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional da sonda desde segunda-feira (2). Essa é a auditoria presencial, que vai até sábado (7). Na semana seguinte, de 9 a 13 de fevereiro, ocorrerá também uma auditoria remota. 

O incidente 

A perfuração do poço Morpho foi iniciada no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, no dia 20 de outubro de 2025, um dia após o recebimento da licença de operação pelo Ibama.

No dia 4 de janeiro, durante a realização de testes e verificações prévias ao início da perfuração da fase 4 do poço, foi observada uma perda localizada de contenção de fluido de perfuração biodegradável em linhas auxiliares do riser (tubulação que liga a sonda ao poço). 

De acordo com a Petrobras, o evento foi prontamente identificado e as linhas afetadas foram isoladas, cessando a perda observada. Ainda segundo a companhia, “em nenhum momento houve comprometimento da segurança do poço”. 

No último dia 23, a estatal afirmou, em carta enviada ao Ibama, que as causas da perda de fluido de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas estão em fase de apuração.

O Ibama instaurou processo administrativo interno para acompanhar as ações da Petrobras, procedimento padrão adotado para o monitoramento de emergências ambientais.

Fonte: Revista Brasil Energia