
A ANP autorizou a construção do terminal flutuante de armazenagem e regaseificação de GNL (FSRU) da Centrais Elétricas Barcarena (Celba) em Barcarena, no Pará, bem como a construção dos empreendimentos associados ao projeto. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (29/12).
O terminal terá capacidade para regaseificar 15 milhões de m³/dia de gás natural, que serão escoados por um gasoduto de 20″ com 3,4 km de extensão até a Estação de Transferência de Custódia, situada na área da termelétrica (UTE) Novo Tempo, localizada também em Barcarena e de propriedade da Celba.
De acordo com a companhia, o GNL será importado de lugares como México, Catar e países da África, podendo, futuramente, vir de ativos do pré-sal. Como o volume de gás que será regaseificado pelo terminal é superior ao demandado pela UTE, a Golar Power, que é uma das sócias da Celba, sugeriu negociar o excedente com as indústrias localizadas na região.
A companhia chegou a firmar, em julho deste ano, um memorando de entendimento (MoU, na sigla em inglês) com a Norsk Hydro para fornecer GNL à Alunorte, refinaria de alumínio da Hydro no Pará, mas as negociações foram encerradas três meses depois por ambas as partes.
A previsão é que o terminal de GNL inicie sua operação comercial no primeiro semestre de 2022. Já a UTE Novo Tempo, com capacidade instalada de 605 megawatt (MW), possui início de operação planejado para 2025.
A Celba é uma associação entre a brasileira Oak Participações e uma empresa da Golar Power, joint venture da empresa de gás Golar LNG e o Fundo Stonepeak.

Além das atividades no Pará, a Golar Power detém participação no UTE Porto de Sergipe I (Celse), em operação em Sergipe. Em fase de licenciamento, a companhia estuda a implantação de um terminal de GNL no Porto de Suape, em Pernambuco, e do Terminal Gás Sul (TGS), em Santa Catarina.
Fonte: Revista Brasil Energia