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Clippings - 04/03/16

ANP cobra investimentos em Piranema

A Petrobras precisa executar um plano de manutenção para o campo de Piranema, no offshore de Sergipe, segundo exigências feitas pela ANP na renovação do plano de desenvolvimento do ativo, concluída este mês. Único empreendimento em águas profundas na bacia, Piranema encerrou 2015 com um declínio de 40% em relação ao ano anterior.

Do ano passado para cá, Piranema produz em média 6 mil barris/dia de petróleo, mas em uma curva descendente desde o pico em março de 2014, quando o FPSO Piranema Spirit produziu pouco mais de 12 mil barris/dia.

A capacidade do sistema, nunca atingida, é de 30 mil barris/dia para processamento de líquidos – basicamente óleo e condensado de gás natural, já que o campo não produz água. A malha de drenagem de Piranema é composta por cinco poços de produção operando cada um com um poço de injeção de gás. Ano passado, contudo, o sistema não passou de quatro poços de produção.

Além de realizar a manutenção do campo, a Petrobras deverá manter um estoque de equipamentos sobressalentes para reduzir a queima de gás em Piranema. Como a queima de gás é restrita, e o campo não tem gasoduto para escoar o energético, a produção de óleo em Piranema depende da injeção de gás, que chegou a ser interrompida no ano passado.

A suspensão da injeção levou a um pico de queima de 130 mil m³/dia em julho de 2015, enquanto a média é de 80 mil m³/dia. Em média, o campo produz cerca de 1,4 milhão de m³/dia de gás e injeta de volta no reservatório 70% do total, cerca de 1 milhão de m³/dia.

Exigências do plano de desenvolvimento

Além da manutenção no sistema, a Petrobras deve atualizar as reservas de Piranema, que fechou 2014 com 127 milhões de barris de petróleo e 6,8 bilhões de m³ de gás natural, nos dois casos, in place – cerca de 2 milhões de barris foram produzidos em 2015.

Futuramente, a Petrobras deverá ainda apresentar estudos para voltar a produzir em um reservatório que cuja produção foi interrompidoa; sobre a viabilidade econômica de poços de produção adicional; e um programa exploratório dos prospectos encontrados nos limites da concessão do campo.