
A ANP estima a existência de 58 bilhões de barris de óleo equivalente in place, em 13 áreas do pré-sal, que podem ser licitadas no futuro, no sistema de oferta permanente de partilha. Desse total, cinco novas áreas foram submetidas ao MME e dependem de aprovação pelo CNPE para serem leiloadas – Citrino, Jaspe, Larimar, Ônix e Mogno – as quatro primeiras estão situadas na Bacia de Campos, enquanto a última está na Bacia de Santos. Estas áreas estão inseridas na segunda fase do mapeamento geológico do pré-sal realizada pela agência.
Outras sete estão em estoque no órgão regulador – Ágata (Bacia de Santos), Cruzeiro do Sul (Bacia de Santos), Esmeralda (Bacia de Santos), Itaimbezinho (Bacia de Campos), Jade (Bacia de Santos), Tupinambá (Bacia de Santos) e Turmalina (Bacia de Campos). Além da área de Ametista (Bacia de Santos), que deve ser incluída neste grupo em breve.
A estimativa da existência de mais 58 bilhões de boe no polígono do pré-sal foi passada pela ANP a investidores estrangeiros durante o evento Nor-Shiping 2023, no dia 31 de maio. As informações foram divulgadas pelo diretor Daniel Maia, durante painel sobre as perspectivas para os setores de Energia e Transporte Marítimo na transição global para uma economia de baixo carbono. A mesma projeção foi apresentada pelo diretor-geral da agência, Rodolfo Saboia, em evento na China, no mesmo dia.
Os sete blocos que a reguladora possui em estoque foram oferecidos no leilão de dezembro de 2022, mas não receberam ofertas. Já o bloco de Ametista é uma promessa aguardada pelo mercado. Ametista está localizado na plataforma continental do Estado de São Paulo, parcialmente no polígono do pré-sal.
Ele possui estrutura geológica similar à descoberta de Ranger, feita pela ExxonMobil, na Guiana, como informou o superintendente adjunto de Avaliação Geológica e Econômica da ANP, em evento promovido pela PPSA, no fim do ano passado. No poço pioneiro, foram encontrados cerca de 70 metros de reservatório de carbonato de alta qualidade.
A intenção da ANP era leiloá-lo em 2021, mas, por conta da desvalorização do petróleo, no período de crise, sua inclusão foi suspensa. No ano passado, o CNPE autorizou a licitação do bloco no sistema de oferta permanente de partilha, com bônus de assinatura de R$ 1,7 milhão e 6,01% de excedente em óleo mínimo para a União. Já o conteúdo local mínimo seguiu os mesmos parâmetros das recentes rodadas de licitação.
Ao todo, 800 blocos estão sendo estudados para serem incluídos em leilões futuros, não só no pré-sal, de acordo com Maia. Atualmente, a agência conta com 1,009 mil blocos em oferta permanente e a perspectiva é chegar a 1,098 em breve. Ao fim da sua palestra, o diretor da ANP destacou ainda as oportunidades de investimento no Brasil, entre elas o potencial geológico das suas bacias e a existência de ativos de classe mundial e com baixa intensidade de carbono no pré-sal.
Fonte: Revista Portos e Navios