Sem uma definição do que pode ser leiloado, a agência não fará nova oferta permanente. A perspectiva, atualmente, é de que seja retomada apenas em 2025.

A ANP vai “passar um pente fino” nas áreas que tem em mãos para retirar dos leilões aquelas mais sensíveis ambiental e socialmente, segundo o diretor-geral, Rodolfo Saboia.
Enquanto estuda o seu banco de áreas, a reguladora permanecerá sem realizar leilões, que somente devem ser retomados no início do ano que vem.
“Estamos revendo alguns blocos que foram incluídos na oferta permanente seguindo critérios mais antigos da lei e que não impunham certas restrições de caráter socioambiental”, afirmou Saboia, que participa da Offshore Technology Conference (OTC), em Houston (EUA).
Ele acrescentou ainda que as áreas mais sensíveis “geram mais ruído, com sobreposições em terra indígena e em áreas de proteção ambiental”.
A aquisição de áreas pelas petrolíferas em leilão não significa a aprovação da licença de exploração e operação pelo Ibama. O licenciamento acontece numa segunda fase, após assinatura dos contratos.
Fonte: Revista Brasil Energia