A ANP lançará até o final do ao um concurso público nacional para contratação do projeto de arquitetura do Centro de Rochas e Fluidos, que será construído em um terreno, às margens da BR-040, no município de Xerem, no Rio de Janeiro. A área, que possui de 46,5 mil km2 e foi cedida pela União à agência, e deve entrar em operação em 2019 e vai demandar investimentos da ordem de R$ 14 milhões.
O centro terá capacidade para estocar o acervo atual de 500 mil caixas de testemunhos e amostras, coletados de mais de 30 mil poços, e abrigará ainda uma câmara frigorífica para os fluidos de petróleo e gás. A princípio, o CRF ficará apenas com as amostras extraídas de projetos localizados nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, já que, segundo informações da ANP, o custo de transporte do material coletado em outras áreas do país é alto e não compensa a mudança. A intenção é de no futuro construir unidades descentralizadas para o arquivamento dessas amostras de outras bacias.
A agência vai assumir o acervo de lâminas petrográficas da União, que conta com um total de 140 mil amostras. O processo de transferência das primeiras amostras começará a ser feito no segundo semestre e ocorrerá de forma gradual. Inicialmente, as lâminas ficarão arquivadas no BDEP, na Urca. Posteriormente o acervo será transferido em definitivo para o Centro de Rochas e Fluidos.
Para assegurar o recebimento das primeiras lâminas no BDEP, a ANP conduz no momento duas licitações para a aquisição de microscópios trinoculares e dois laminários. As concorrências estão sendo feitas sob o modelo de pregão eletrônico e deverão ser concluídas até julho.
Até o fim de junho, a ANP lançará duas novas licitações que marcarão o pontapé para a implantação do CRF, uma destinada à contratação de serviço de levantamento topográfico e outra para sondagem, trabalho que deverá ser finalizado até setembro. Também está prevista a liberação de um terceiro edital para o serviço de cercamento do terreno.
Atualmente, sem o centro de rochas e fluidos, as amostras coletadas são guardadas pelas próprias empresas em suas instalações e em 11 litotecas do CPRM espalhadas pelo Brasil. A construção do CRF foi aprovada no ano passado e o projeto faz parte do PAC.