A diretoria da ANP liberou a continuidade da produção do campo de Frade, operadora pela Chevron na Bacia de Campos. A petroleira, contudo, precisa apresentar relatórios quinzenais de acompanhamento e interpretação da pressão dos poços, incluindo a comparação entre as pressões simuladas e as observadas. A medida pretende permitir o monitoramento dos riscos de alteração das condições geomecânicas dos reservatórios.
Em dezembro do ano passado, a petroleira já havia sido liberada para perfurar novos poços no Brasil, mas antes de retomar a atividade no campo de Frade, na Bacia de Campos, precisa do aval da ANP para os novos planos de desenvolvimento. A petroleira planeja contratar uma sonda e perfurar dois poços injetores e um produtor na concessão, a partir de 2015.
Em Frade, o sistema de produção atual é composto de 11 poços de produção, dos quais 10 estavam ativos em janeiro – dados mais recentes publicados pela ANP –, totalizando 25,8 mil barris/dia.
Há pouco mais de um ano, o Ministério Público Federal (MPF) assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Chevron e a Transocean, acerca dos vazamentos de óleo no campo de Frade. O documento impõe uma série de obrigações definidas pela ANP e o Ibama e mais a obrigatoriedade de investimentos no valor de R$ 95,16 milhões, a serem aplicados em medidas compensatórias ao meio ambiente.