A ANP negou um pedido da Petrobras para suspensão e extensão de prazo de exploração dos blocos FZA-M-217 e FZA-M-252, da concessão BM-FZA-4. Licitado na 5ª rodada, em 2004, o contrato tem previsão de perfuração de um poço, que chegou a ser iniciado em 2011, mas enfrentou problemas com correntezas e não atingiu o objetivo.
A Petrobras alegou dificuldades para obter a licença ambiental necessária para a perfuração. No entanto, a decisão, publicada nesta sexta-feira (4/9), leva em conta que não há justificativa para o atraso no licenciamento. Originalmente, a segunda etapa de exploração do contrato deveria ter sido concluída em 2014.
O primeiro processo de licenciamento para a perfuração de um poço na área levou quase dois anos, entre a conclusão de estudos, em 2010, e a liberação das licenças.
O poço 1-BRSA-997-APS chegou a atingir mais de 2 mil metros de profundidade, após 51 dias de perfuração, contudo o objetivo definido para a concessão está a 5 mil metros. A ANP considerou que a perfuração não é válida para o cumprimento do programa exploratório mínimo (PEM).
Na ocasião, o poço precisou ser interrompido depois do deslocamento da sonda Ocean Whittington, causado por fortes correntezas. O prospecto fica no bloco FZA-M-252, litoral do Amapá.
Procurada, a Petrobras não respondeu imediatamente às questões sobre a concessão.
A campanha no BM-FZA-4 é uma das únicas já feita na Foz do Amazonas. Além da Petrobras, a BP conduziu uma perfuração no BM-FZA-1, em 2004, quando foram descobertos indícios de gás natural e petróleo, mas o projeto não se mostrou viável na época. Na 11ª rodada, em 2013, 12 blocos foram leiloados na região, mas dessa vez em águas profundas.