A ANP negou um pedido da PetroRio para a redução dos royalties pagos no campo de Polvo, na Bacia de Campos. Somente no ano passado, a companhia desembolsou R$ 440,7 milhões em royalties pela produção na área, numa média mensal de R$ 36,7 milhões.
Do total pago em 2015, R$ 432,4 milhões foram pela produção de 3 milhões de barris de óleo (numa média de 8,4 mil barris/dia), e R$ 8,3 milhões pela produção de 8,8 milhões de m³ de gás (24 mil m³/dia).
Já em janeiro de 2016, o valor caiu para R$ 23,4 milhões, já que a produção na área foi reduzida para uma média de 7,1 mil barris/dia de óleo e 21,2 mil m³/dia de gás. No começo deste ano foram inciados investimentos em reentrada no campo, o que deve elevar a produção de Polvo para 10 mil barris/dia.
Procurada, a petroleira não comentou a decisão da agência. Já a ANP explicou que a decisão foi baseada na legislação vigente, mas não detalhou o pleito da empresa, pois os documentos contém informações sigilosas.
Atualmente, a PetroRio opera o campo de Polvo com 100% da concessão.