A ANP negou o pedido de waiver de cotneúdo local da Anadarko para a sonda de perfuração que atuou na exploração do bloco C-M-202, na Bacia de Campos. De acordo com a agência, o pedido de isenção do conteúdo local foi feito de forma intempestiva, após o término da fase exploratória.
O órgão regulador tem negado os pedidos de waiver de conteúdo local feitos após a conclusão das fases contratuais nas quais foram feitos os investimentos. O C-M-202 foi arrematado na 6ª Rodada da ANP e devolvido em 2014. Durante a vigência da concessão, foram perfurados três poços na área com a sonda Offshore Mischief, afretada à Seadrill.
A companhia realizou a descoberta de Itaúna (1-APL-4D-RJS) no bloco e chegou a conduzir um plano de avaliação da descoberta (PAD), que foi encerrado sem declaração de comercialidade. Este ano, a PPSA identificou necessidade de unitização da área.
Até 2013, os contratos de concessão previam que o pedido de waiver deveria anteceder a contratação dos itens, mas a ANP concluiu que a dificuldade em liberar as compras para as petroleiras poderia atrasar o cronograma dos projetos. Em dezembro, será promovido um workshop para colher subsídios para uma possível proposta de resolução específica para os pedidos de waiver.
O C-M-202 era operado pela Anadarko (50%), em parceria com a Ecopetrol. Procurada, a Anadarko não comentou a decisão da agência.