O diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, disse que apesar de os sistemas de segurança adotados no Brasil assim como a sua fiscalização serem bastante rígidos, novas metodologias poderão ser adotadas, caso seja necessário
O Brasil poderá tornar mais rígidos seus sistemas de segurança nas atividades de exploração e produção de petróleo em função do vazamento de petróleo que já dura dois meses em um dos poços da BP no Golfo do México. O diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, disse que apesar de os sistemas de segurança adotados no Brasil assim como a sua fiscalização serem bastante rígidos, novas metodologias poderão ser adotadas, caso seja necessário. Haroldo Lima acredita que o acidente deverá provocar o que ele chama de enrijecimento dos critérios de segurança usados pela indústria petrolífera mundial.
– Acho que os critérios de segurança e a fiscalização que fazemos são de bom nível. De qualquer forma, acredito que o que aconteceu no Golfo do México merece que nos dediquemos de novo à questão para, se for o caso, tornarmos ainda mais rígidos os nossos critérios – afirmou Haroldo Lima.
Estão nos Estados Unidos acompanhando os trabalhos dos técnicos da BP para conter a vazão de óleo a diretora da ANP da área de Exploração e Produção, Magda Chambriard, e o coordenador de segurança operacional. Rapahel Moura. Haroldo Lima disse que o acidente no golfo do México é um importante alerta geral sobre as questões de segurança nas atividades da indústria petrolífera mundial, e afirma que é preciso tomar medidas cautelares para que não voltem a ocorrer problemas como esse.
Técnicos e especialistas afirmam que os sistemas de segurança como a fiscalização no Brasil assim como na Noruega são mais rígidos do que os adotados nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, por exemplo, segundo o advogado especialista em petróleo e gás Marcos Macedo do Heller Redo Barroso Advogados, a Petrobras no Brasil tem por norma usar um Blow Out Prevent (BOP), um equipamento de segurança que fecha o poço em caso de escapamento descontrolado de óleo e gás, em cada poço. Nos Estados Unidos a BP apenas um BOP na plataforma. E nas plataformas e sondas da Petrobras se o BOP falhar, os poços temum sistema de válvula automático que fecha o poço em caso de vazamento. E se esse sistema falhar, segundo Macedo, existe o sistema manutal de fechamento.