Retomado o ritmo de realização dos leilões em 2013, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pretende dar mais uma vez nova atenção aos pequenos produtores e às bacias maduras. A ideia, segundo o diretor Florival Carvalho, é que a agência promova em 2014 uma nova rodada com áreas petrolíferas de acumulações marginais, conhecidas no mercado como rodadinhas.
É possível termos, no ano que vem, um leilão específico para pequenos produtores. Este ano, estamos esgotados. A ANP tem hoje autonomia para licitar campos marginais. Mas não adianta promover um leilão sem atratividade, argumenta, lembrando que a agência realiza três licitações em 2013, uma delas para a área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.
Colocamos, em 2011, em nosso site, informações de 17 áreas inativas com acumulações marginais devolvidas à agência no Recôncavo Baiano, para que os interessados pudessem manifestar eventual interesse em adquiri-las. Não houve interesse, diz Carvalho. Para o diretor, em algumas áreas, mesmo com uma pequena produção, de 3 a 5 barris de petróleo por dia, o investimento ainda é rentável. Você praticamente não tem despesas. O processo é hoje todo automatizado, observa.
O secretário-executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (Abpip), Anabal Santos Júnior alerta que o cenário da 12ª rodada da ANP, que será realizada no fim do ano com foco na exploração de gás em terra, tem semelhanças com aquele de 2006. O discurso é o mesmo que ouvi dez anos atrás. Muitas promessas de possibilidade de negócios, atração de investimento privado, mas no entanto sem as mesmas definições, que até hoje perduram, observa. Já vi esse filme e torço para estar errado.
Carvalho, da ANP, rebate: É uma situação diferente. Para a exploração do gás em terra teremos um outro perfil de empresa, diferente daquelas empresas com atuação em campos maduros. Não vejo pequenas empresas na área de gás. Elas não têm envergadura para isso.
Para Caio Marques, da ETX, a notícia de um novo leilão para pequenas petroleiras só em 2014 é umbanho de água fria. Levando em consideração os dois anos de perãodo exploratório, isso quer dizer que as empresa de perfuração só terão negócios em 2016.