A ANP publicou a declaração de comercialidade dos campos de Cavala, Palombeta e Budião Noroeste, originados dos blocos SEAL-M-349, SEAL-M-424 e da concessão BM-SEAL-4A, respectivamente, todos localizados na Bacia de Sergipe e operados pela Petrobras. Esses três campos fazem parte de um grupo de sete, cujas declarações de comercialidade foram encaminhadas à agência reguladora no último dia de 2021.
O bloco SEAL-M-349 faz parte dos Planos de Avaliação de Descoberta (PADs) dos poços de Barra e Farfan, enquanto o bloco SEAL-M-424 faz parte dos PADs de Barra e Muriú. Já a área BM-SEAL-4A inclui o PAD de Poço Verde, segundo os dados da ANP.

A Petrobras planeja desenvolver essas sete áreas – conjuntamente chamadas de Sergipe Águas Profundas – em duas fases, com a instalação de dois FPSOs. O primeiro, o P-81, cuja capacidade de produção será de 120 mil bpd e escoamento de 8 milhões de m³/dia de gás, tem início de produção previsto para 2026.
Já o segundo FPSO está em fase de contratação e tem seu início de produção previsto após o horizonte do Plano Estratégico 2022-2026. No momento, a Petrobras está consultando as empresas de FPSO para tentar entender o desinteresse demonstrando por elas na licitação da P-81, conforme publicado pelo PetróleoHoje.
O bloco SEAL-M-349 é operado pela Petrobras com 60% de participação, em consórcio com a IBV Brasil (40%). O ativo foi adquirido na 6ª Rodada de Concessões da ANP, junto com o SEAL-M-424, que é operado pela estatal com 100% de participação, assim como a concessão BM-SEAL-4A, que foi arrematada integralmente pela companhia na 2ª Rodada de Concessões da ANP.
Esses ativos fazem parte do plano de desinvestimentos da Petrobras. Segundo o teaser publicado em maio de 2018, a companhia está se desfazendo de uma participação de 35% no BM-SEAL-4; de 50% no BM-SEAL-4A; de 30% no BM-SEAL-10 (que contém o bloco SEAL-M-424) e de 20% no BM-SEAL-11 (que contém o bloco SEAL-M-349). É uma cessão parcial, sem transferência da operação, dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção nas quatro concessões. A fase vinculante deste desinvestimento foi iniciada em julho de 2018.
Fonte: Revista Brasil Energia