
A ANP poderá realizar leilões de áreas de estocagem de gás. Esse seria um desdobramento natural do setor, à medida que forem sendo identificadas áreas com potencial de armazenamento do insumo nas bacias sedimentares brasileiras, segundo o diretor do órgão regulador Cláudio Jorge Sousa.
“Como uma empresa vai adquirir uma área de estocagem? É preciso que elas sejam licitadas”, afirmou Sousa, no Seminário de Gás Natural promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).
Um mapeamento geológico de todas as bacias começará a ser produzido pela ANP em breve. O programa já foi aprovado pela diretoria da ANP, seguindo determinação legal. Além do gás, serão analisadas oportunidades de armazenamento de CO2. Os dois casos podem funcionar como novas fontes de receita para as empresas, de acordo com Sousa.
Além das áreas que serão identificadas no mapeamento da ANP, poderão ser leiloados campos marginais e campos devolvidos à agência, que estejam em seu estoque para licitação. A ideia é concluir o estudo de identificação de campos marítimos no período de um ano e em terrestres logo em seguida. Apesar de mais complexo, o estoque em terra é mais viável no Brasil.
De qualquer forma, para que os leilões de campos de estocagem saiam do papel, ainda será necessário criar um arcabouço regulatório com esse foco.
Atualmente, qualquer empresa que tenha adquirido um campo pode incluir a instalação de uma estrutura de estocagem de gás em seu plano de desenvolvimento de área. Até agora, a Petrobras e a Origem fizeram seus pedidos à agência reguladora nesse sentido.
“A estocagem é muito importante, com a sazonalidade da demanda. Neste ano, as térmicas tendem a ficar mais desligadas. Então, o que fazer com o gás contratado¿ Estoque é a segurança de que vai ter oferta quando precisar”, destacou Sousa. Ele ressaltou ainda que, como qualquer commodity, é natural que também com o gás aconteça um mercado em que o produto é guardado em períodos de baixa de preço e sejam vendidos em fases de valorização do produto.
Contratação
Durante o seminário, o diretor da ANP afirmou ainda que a agência pediu ao governo federal que fosse realizado um concurso público de contratação de profissionais para completar vagas abertas e também adicionar mão de obra ao seu quadro de empregados. A expectativa é que as contratações acontecem no ano que vem, à medida que a situação fiscal do país melhore.
Fonte: Revista Brasil Energia