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Clippings - 19/03/13

ANP sugere áreas para 1ª Rodada do pré-sal

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) submeteu à aprovação da presidente, Dilma Rousseff, as áreas para serem ofertadas na 1ª Rodada de blocos exploratórios de petróleo, nas áreas do pré-sal, previsto para novembro. Estimativas preliminares da agência reguladora sugerem a possibilidade de volume recuperável de 10 bilhões de barris de petróleo nessas áreas do pré-sal.

Magda Chambriard, diretora-geral da ANP, disse que o volume foi previsto com base em sísmicas de duas dimensões (2D) realizadas pela agência. Magda ponderou, no entanto, que o grau de incerteza em relação às previsões ainda é muito alto. As previsões estão sujeitas a incertezas técnicas e comerciais e se referem a uma estimativa de volumes potencialmente recuperáveis.

Já para as áreas que serão ofertadas na 11ª Rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo, a previsão, com base nas mesmas sísmicas 2D, é de volume recuperável de cerca de 7,5 bilhões de barris de petróleo. Para se ter uma ideia, até 2011, o total de reservas provadas no Brasil atingiu 15,1 bilhões de barris de petróleo. A 11ª Rodada está marcada para os dias 14 e 15 de maio, com a oferta de 289 blocos em onze bacias sedimentares.

Para que se tenha uma previsão mais precisa do volume recuperável será necessária a realização de sísmicas em terceira dimensão e outras atividades que, segundo Magda, serão de responsabilidade dos vencedores do leilão. A gente consegue mapear oportunidades exploratórias importantes baseadas em sísmicas 2D, disse Magda, após participar de seminário técnico realizado pela a ANP.

O cobiçado reservatório de Libra, na Bacia de Santos, é uma das áreas propostas pela ANP para serem incluídas na concorrência do pré-sal, sob o regime de partilha. Além dele, estão áreas adjacentes a campos ou descobertas e outras áreas da Bacia de Santos.

Magda descartou que as duas rodadas a serem realizadas ainda este ano, após a 11ª Rodada, sofram flexibilização das exigências de conteúdo local. Não tenho nenhuma indicação que isso vai mudar, disse. A Petrobras e outras companhias do setor pediram o abrandamento das regras à ANP. Segundo Magda, as regras fazem parte de política do governo e tem como objetivo o longo prazo. O gargalo que se enxerga agora certamente não existirá daqui a 10 ou 15 anos.

Recentemente, a Petrobras decidiu transferir encomendas feitas no país para o exterior. A Petrobras tem todo o direito de fazer encomenda onde ela quer, desde que cumpra o compromisso assinado em contrato, disse. De acordo com Magda, a agência vai auditar os projetos da estatal e se o índice não estiver cumprido a petroleira será multada.

A ANP também não deve flexibilizar na cobrança do desenvolvimento de campos maduros do país. Recentemente a agência apresentou plano para o Campo de Roncador, na Bacia de Campos, e a Petrobras fez um pedido de revisão. Estamos estudando, mas não acredito que tenha muito espaço para grandes revisões, afirmou Magda. Esse é o primeiro plano dos dez que devem ser apresentados pela ANP para desenvolvimento.