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Clippings - 28/05/21

Antaq aponta indicadores positivos na navegação

Arquivo/Divulgação

Estudo da agência confirma que navegação interior e cabotagem vêm em tendência de crescimento desde 2010, tanto em TKU quanto em tonelagem.

O índice TKU (tonelada-quilômetro útil) da navegação interior chegou a 30,9 bilhões, ante 25,6 em 2018. De acordo com o raio-x apresentado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o indicador segue tendência crescente desde 2010, assim como a tonelagem transportada na navegação interior: 40,3 milhões de toneladas, ante 34,8 milhões de toneladas. Além da navegação interior, as hidrovias brasileiras prestam suporte para cargas oriundas da navegação marítima, cabotagem e longo curso.

A hidrovia Solimões-Amazonas foi um dos destaques do estudo Raio-X do Transporte de Cargas, apresentado pela agência na última quarta-feira (26). A via fluvial, na região Norte, registrou uma 13,7 bilhões TKU em 2019. As demais hidrovias que aparecem no estudo são: Madeira (9,8 bilhões TKU); Tietê-Paraná (2,1 bilhões TKU);Tocantins-Araguaia (1,9 bilhão TKU); Rio Paraguai (1,8 bilhão TKU); e hidrovias do Sul (1,4 bilhão TKU).


Na Solimões-Amazonas (Manaus, Santarém, Itaituba), os destaques foram sementes e frutos oleaginosos que alcançaram 1,5 milhão de toneladas na rota entre Itaituba(PA) e Santarém (PA), crescendo 116% entre 2018 e 2019. Na movimentação de combustíveis, a rota Coari(AM)-Manaus(AM) movimentou um milhão de toneladas de combustíveis em 2019 (-7%). O trecho Itaituba-Barcarena (PA) movimentou 2,6 milhões de toneladas e Itaituba (PA)-Santarém (PA) movimentou 1,9 milhão de toneladas.

Na hidrovia Tocantins-Araguaia, apesar de movimentar muita carga, a distância percorrida é baixa e concentrada na Bacia de Marajó. Os destaques foram granéis sólidos, com grande tendência de crescimento e com as demais cargas (granel líquido e gasoso e carga geral) numa constante. Outro transporte relevante na região foi o semirreboque baú entre Belém e Manaus, na faixa de 300 mil toneladas. Esta rota também movimentou 69 mil toneladas de combustíveis no ano do levantamento.

No Madeira, a principal carga no período foram as sementes e frutos oleaginosos (soja). A rota Porto Velho (RO)-Itacoatiara (AM) transportou 2,9 milhões de toneladas (alta de 149%), enquanto Porto Velho-Santarém (PA) movimentou um milhão de toneladas (-63%).

Nas hidrovias do Sul, as principais rotas fazem interligação entre Porto Alegre e Rio Grande. O trecho Canoas-Rio Grande movimentou 228 mil toneladas de soja e 216 mil toneladas de combustíveis. No transporte entre Triunfo e Rio Grande foram 228 mil toneladas de combustíveis e 400 mil toneladas de produtos químicos. Houve também 1,2 milhão de toneladas de celulose na rota Guaíba-Rio Grande.

Na hidrovia do Rio Paraguai, a carga desce de Corumbá (MS) para navegação interior internacional. No trecho entre Corumbá e Argentina, houve movimentação de 2,2 milhões de toneladas. Já entre Ladário (MS) e Argentina foram transportados um milhão de toneladas de minérios e 84 mil toneladas de ferro fundido.

De acordo com o levantamento apresentado no estudo da Antaq, o tramo norte da hidrovia Paraná-Tietê movimentou principalmente soja (780 mil toneladas) e cereais (916 mil), entre São Simão (GO) e Pederneiras (SP). No tramo sul, o destaque foi o transporte de areia.

A hidrovia São Francisco, com 2.300 quilômetros de extensão, não tem navegação comercial atualmente devido a problemas de assoreamento desde 2016 que inviabilizaram a operação. O último trecho em que houve navegação comercial, com restrições, é compreendido por 560 Km, de Ibotirama(BA) à região de Juazeiro e Petrolina. O principal produto movimentado na região até 2015 era o caroço de algodão nessa rota.

Cabotagem
O estudo apresentado apontou que o indicador TKU da cabotagem foi de 223,37 bilhões de toneladas-quilômetros, superior em 6,03% ao de 2018 (210,66 bilhões de t-km), retomando a tendência persistente de crescimento. Em 2017 e em 2018, o TKU teve pequeno decréscimo e voltou a crescer em 2019. “O TKU e a tonelagem da cabotagem vêm em tendência de crescimento desde 2010”, apontou o técnico da Gerência de Desenvolvimento e Estudos (GDE) da Antaq, Wesley Alves Mesquita, que participou do estudo.

Ele explicou que na região Sudeste a cabotagem tem movimentação maior, principalmente devido ao transorte de petróleo e combustíveis. Em TKU, as mercadorias transportadas pelo modal em 2019 56,5% correspondem a combustíveis e óleos minerais, 23,5% a contêineres e minério de ferro com 6,3%. “A carga conteinerizada tendência de crescimento constante desde 2010. As demais mercadorias vêm em tendência linear, exceto minério de ferro transportado pelo modal que vem crescendo nos últimos três anos.

Fonte: Revista Portos e Navios