Um dos principais terminais que já obtiveram o aval da Antaq é o da Amaggi, em Porto Velho, que exigirá investimentos de R$ 100 milhões e tem previsão de movimentar até quatro milhões de toneladas de grãos por ano.
Há outros quatro terminais de carga ou estaleiros: Brasa (RJ), Flexibras (RJ), Clariant (RJ) e Saipem do Brasil (SP). Também entrou na lista um terminal no município de Porto Belo (SC) voltado exclusivamente ao embarque e desembarque de passageiros, com foco em embarcações de turismo.
Mário Povia, diretor da Antaq, diz que esses empreendimentos tomaram a dianteira porque as empresas responsáveis foram mais ágeis na entrega de documentos. A agência reguladora já aprovou resoluções que reconhecem a possibilidade de assinatura dos contratos. Pela nova legislação, cabe à Secretaria de Portos (SEP) firmá-los ou não.
Ao Valor, o ministro Antônio Henrique Silveira afirmou que os contratos estão em sua antessala e a equipe da SEP faz uma última checagem para verificar se está tudo na conformidade. Caindo na minha mesa, eu analiso e solto.
A partir da assinatura das autorizações para os novos terminais privados, conta-se um prazo de 36 meses para a conclusão das obras e a obtenção de documentos imprescindíveis para iniciar as operações: as licenças ambientais e o alvará de cada prefeitura.
De acordo com Povia, outros projetos estão avançando e faltam poucas pendências para obter o aval da Antaq. Devemos ter um fluxo de anúncios nos próximos 30 dias, prevê o diretor.
Dois empreendimentos vizinhos não devem enfrentar percalços e tudo indica que serão autorizados ainda neste ano: o terminal da Bahia Mineração e o Porto Sul, em Ilhéus, com investimentos de até R$ 4 bilhões. (DR)