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Clippings - 11/02/26

Antaq projeta movimentação de 18 milhões de TEUs em 2030

Diretor-geral alertou que concretização dos volumes nesse período depende de investimentos em melhorias, além das concessões de novos terminais

O diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Aquaviários (Antaq), Frederico Dias, anunciou nesta terça-feira (10), durante a apresentação do Desempenho Aquaviário 2025, que a movimentação de contêineres em terminais brasileiros chegará a 18 milhões de TEUs em 2030. Segundo Dias, essa marca será atingida com a ampliação das concessões de novos terminais e graças à eficiência e à competitividade dos terminais privados. Ele lembrou que o crescimento da movimentação de contêineres vem aumentando desde 2010, quando era de 6,8 milhões de TEUs por ano, chegando a mais de 15 milhões de TEUs em 2025, com alta de 125% no período.

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“Parte fundamental desse movimento diz respeito ao papel crescente dos TUPs na movimentação de contêineres. Em 2010, os TUPs representavam 15% do segmento e, em 2025, cresceram para 35%”, lembrou, durante o balanço das operações portuárias brasileiras no ano passado, na sede da agência, em Brasília (DF). Segundo Dias, para atender ao aumento de demanda prevista será necessário aumentar a capacidade da infraestrutura portuária.

O diretor-geral disse que o setor privado vem respondendo bem às necessidades logísticas, mas ressaltou que o aumento da produtividade tem limites e que que cabe ao Estado criar oportunidade para superar os obstáculos que se apresentam. “O setor portuário não pode ser o gargalo do crescimento econômico do país, e eu tenho confiança de que o setor aquaviário tem condições de responder a esse desafio”, assegurou.

Ele anunciou que, em 2026, serão feitos quatro leilões de terminais de contêineres que, no longo prazo, quando os investimentos tiveram sido feitos e eles operarem com plena capacidade, vão representar aumento de 6,5 milhões de TEUs à capacidade de movimentação brasileira. “Os terminais vão ser leiloados, o setor privado vai continuar a responder ao nosso ambiente de negócios com mais eficiência e mais produtividade”, disse.

Segundo Dias, os TUPs têm representado fator fundamental para a aumento da capacidade de movimentação de contêineres no Brasil e citou como exemplos os terminais de Itapoá (SC), da DP World Santos (SP) e de Portonave (SC) que, juntos, movimentaram 3,5 milhões de TEUs em 2025. Ele alertou, no entanto, que, para alcançar as metas necessárias para atender à demanda projetada é preciso investir em melhorias além dos terminais. “Não basta focar da porteira pra dentro. A gente precisa melhorar também os acessos”, afirmou.

Ele lembrou que concessões para melhorias de canais de acesso a portos estão sendo feitos e outros estão previstos, citando o de Paranaguá, que já foi concedido, o do Porto de Itajaí, cujo processo já está sendo analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e do Porto de Santos, que está em fase de audiência pública para recolhimento de sugestões. Dias disse, no entanto, que os desafios vão além dos canais portuários e que é preciso melhorar também os acessos terrestres para que as cargas cheguem aos terminais. “Temos também em nossa agende de estudos uma avaliação dos acessos terrestres”, disse.

O diretor-geral da Antaq ressaltou que nem sempre a Agência tem condições de resolver os problemas nesse segmento, mas que a considera fundamental para articular com outras instituições as soluções para os acessos terrestres quando são necessárias novas obras públicas. “Acredito que seja possível incluir nas condições para leilões de rodovias e ferrovias a duplicação de trechos para atender aos portos”, afirmou.

Fonte: Revista Portos e Navios