O gerente geral de Projetos de Descomissionamento da estatal, Carlos Castilho, mostra que é possível realizar a atividade antes e que mais plataformas podem aparecer futuramente.
Uma antecipação do descomissionamento das plataformas da Petrobras é possível, afirmou o gerente geral de Projetos de Descomissionamento da estatal, Carlos Castilho, nesta terça-feira (31), no “Workshop de Descomissionamento, Comissionamento, Operação e Logística Offshore”, sediado na FGV (Rio de Janeiro).
O FPSO Cidade de Santos está no radar da companhia para o início do descomissionamento ser neste ano ainda, em vez de 2027. A unidade fazia parte dos campos de Uruguá e Tambaú, que, em 2024, encerrou as atividades de produção e iniciou o processo de descomissionamento.
Por ano, segundo o Plano de Negócios 2026-2030, a Petrobras estimou US$ 2 bilhões para destinação sustentável de equipamentos e abandono de poços. No total, seriam US$ 9,7 bilhões. Cerca de 70% desse valor é relativo ao abandono de poços, que chegam a ser mais de 500 atualmente.
Até 2030, serão 18 plataformas removidas e depois de 2031 serão mais 50 plataformas. Ao todo, 68 serão descomissionadas. No Nordeste, são 39 plataformas: 26 em Sergipe e 13 no Rio Grande do Norte e Ceará.
E, de acordo com Castilho, a expectativa é que mais plataformas apareçam no plano de descomissionamento, já que o trabalho “é antecipar a saída das plataformas”.
Esse objetivo está baseado na segurança e integridade e o mercado nacional e internacional se posicionou positivamente sobre isso a partir de consultas que a Petrobras fez no setor – utilizou das RFIs.
“O mercado nacional está chegando. Nós podemos flexibilizar as contratações e antecipar o mais rápido possível”, relatou Carlos Castilho, além de projetar que alguma plataforma de Sergipe possa seguir por esse caminho a partir das respostas positivas do mercado.
Fonte: Brasil Energia.