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Clippings - 29/08/13

Ao menos seis consórcios vão disputar a licitação do Galeão

leilão atrai interesse de operadores de Cingapura a Alemanha. Expectativa. Disputa pelo Galeão: operadores estrangeiros terão pelo menos 25% dos consórcios.

A dois meses do leilão do Galeão e de Confins (MG), empresas interessadas em entrar na disputa já
trabalham nos bastidores para formar consórcios. Ao menos seis devem apresentar propostas para o
aeroporto carioca no próximo 31 de outubro, data prevista para a licitação. Os consórcios envolvem
operadores de aeroportos de Alemanha, Holanda, Cingapura, Coreia, EUA, França e Espanha e são liderados
por empresas nacionais como CCR e Odebretch, que chegaram a disputar o leilão de concessão de
Guarulhos, Campinas e Brasília em 2012, mas perderam o certame. A licitação do ano passado atraiu 11
grupos.

As novas regras do leilão do Galeão forçaram algumas empresas a fazer rearranjos nas associações feitas
para a disputa anterior. Caso da CCR, que conversa com a München (operadora de Munique, na Alemanha),
segundo fontes de mercado. Na disputa por Guarulhos, a CCR se associou à operadora do aeroporto de
Zurique, na Suíça, mas esta não cumpre a exigência de experiência em gestão de aeroportos com fluxo de
passageiros de 35 milhões por ano. No leilão passado, a exigência era de cinco milhões. A CCR não confirma
a negociação. A empresa administra três aeroportos no exterior.

A Odebretch repetirá a parceria com a Changi (Cingapura), com quem disputou os três aeroportos já
concedidos. A expectativa do mercado é que a empreiteira redobre esforços para levar o aeroporto carioca e o mineiro.

No ano passado, ela fez intensa movimentação junto ao governo para desqualificar o consórcio que levou Viracopos (Campinas), numa tentativa de alterar o resultado do leilão. EcoRodovias e Fraport (Frankfurt), que ficaram em segundo lugar na disputa por Guarulhos, e o consórcio Carioca Engenharia, GP Investimentos, ADP (Paris) e Schiphol (Amsterdí) também confirmam interesse no Galeão.

Segundo fontes, o grupo Libra, que administra o Aeroporto de Cabo Frio, no Rio, está se associando à
americana ADC Houston e à mineira Fidens. E a Queiroz Galvão fechou parceria com o grupo espanhol
Ferrovial (que administra o aeroporto de Londres, Heathrow). Em todos os casos, o operador estrangeiro terá no mínimo 25% do consórcio (no leilão anterior, a participação mínima era de 10%) e a Infraero terá 49%.

A disputa pelo Galeão pode atrair ainda mais candidatos. Nos últimos três meses, representantes de vários
investidores estiveram na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em busca de informações sobre o leilão.

Levantamento na agenda do presidente da agência, Marcelo Guaranys, mostra que representantes do Banco
Safra e da XP Investimentos estiveram na Anac.

– A expectativa é que será um bom certame – disse o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira
Franco.

O governo decidiu manter em 15% a fatia dos vencedores da primeira rodada de licitação, apesar da pressão dos fundos de pensão de estatais para elevar o percentual a 30%. Os fundos, via Invepar, são sócios da
empresa que administra Guarulhos.

A Invepar diz que espera as regras finais para se manifestar. Mas uma fonte ligada à empresa afirma que ela ficará de fora se a regra dos 15% for mantida. O edital deve sair na primeira quinzena de setembro.