Petroleira planeja alcançar média de 3,1 mi de boed em 2017, aumento de 20% sobre atual nível de produção.
Apesar da queda do preço do barril de petróleo, a Chevron mantém o objetivo de chegar a 2017 produzindo 3,1 milhões de boed, o que representa um crescimento de cerca de 20% sobre seu atual nível de produção. “Ainda consideramos essa meta possível”, afirmou o CEO da empresa, John Watson, em conferência com investidores nesta sexta-feira (31/1).
Segundo o executivo, entre 80% e 90% do aumento será viabilizado por projetos que já estão em construção, como os de GNL em Angola e na Austrália, que estão previstos para exportar os primeiros volumes em meados deste ano. “O resultado esperado é uma função dos investimentos já feitos”, justificou.
No entanto, com o preço do barril no atual patamar, poderá haver impactos na curva de produção após 2017. Watson assinalou que os projetos de E&P hoje são mais complexos que há 30 anos, de modo que o barril a US$ 50 não viabilizará parte dos investimentos antes previstos em empreendimentos de águas ultraprofundas, os quais – ressaltou – são necessários para compensar o declínio natural da produção no mundo, de cerca de 4% ao ano.
“Veremos poucos projetos de grande porte indo adiante diante do atual cenário”, concluiu.