A APM Terminals entregou, nesta sexta-feira (12), o novo terminal de contêineres de Suape, que vai ampliar em 55% a capacidade portuária do complexo industrial e portuário, localizado em Ipojuca (PE). Com investimentos de mais de R$ 2 bilhões, a capacidade instalada inicial da instalação será de até 400 mil TEUs por ano. A previsão é que o início das operações do ativo ocorra em agosto, conectando Pernambuco a mercados estratégicos da América Latina, América do Norte, Europa e Ásia.
A operadora, subsidiária de terminais do grupo A.P. Moller Maersk, considera a instalação o primeiro terminal 100% eletrificado da América Latina. De acordo com a APM, o investimento nos equipamentos eletrificados é de aproximadamente R$ 235 milhões. Um dos diferenciais do terminal será a operação remota dos principais equipamentos como STSs e RTGs.
A capacidade estática é de cerca de 12 mil TEUs, com mais de 300 tomadas reefer. O empreendimento tem aproximadamente 495 mil metros quadrados (m²) de área total, com um cais de 430 metros de extensão. A profundidade é de até 15,5 metros, o que permite a recepção de navios de grande porte das principais rotas internacionais. Em 2025, a APM registrou 27.000 escalas de navios e 25,8 milhões de movimentações em seus terminais, que estão distribuídos em 35 países.
A entrega oficial da APM Terminals Suape ocorre em um cenário de forte pressão pela ampliação da capacidade portuária no Brasil. A empresa avalia que o fortalecimento da movimentação de contêineres no complexo pernambucano contribui para diversificar as alternativas logísticas na costa brasileira, ampliando o potencial de Suape de se consolidar como um porto concentrador de carga (hub port).
A operadora destacou que o terminal amplia a capacidade do Nordeste, integra o Brasil às principais rotas do comércio global e eleva o padrão operacional da região com uma estrutura totalmente eletrificada. “O projeto nasce como uma plataforma para impulsionar a competitividade regional, um gateway intermodal para a região e uma nova referência para operações portuárias modernas na América Latina”, afirmou o diretor-superintendente da APM Terminals Suape e Pecém, Daniel Rose.
A APM Terminals já atua no Nordeste há mais de duas décadas por meio de sua operação no Porto do Pecém (CE), que segue em expansão contínua. A companhia afirma acreditar no potencial estrutural da região, impulsionado por sua localização estratégica, vocação exportadora e crescente integração às cadeias globais de valor. A avaliação é que o principal desafio para acelerar o desenvolvimento logístico do Nordeste está na ampliação da infraestrutura e da capacidade instalada.
O diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, considera que a entrada em operação da APM Terminals em Pernambuco reforça a posição estratégica do porto-indústria no cenário nacional e internacional, ampliando a capacidade operacional e fortalecendo a conexão do estado com os principais mercados globais.
“Pernambuco fortalece a competitividade logística do Nordeste, gerando condições para atrair novos negócios, que gerem empregos e fortaleçam o desenvolvimento econômico do nosso estado, nos conectando ainda mais com o mundo”, reforçou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra.
Um estudo desenvolvido pela A&M Infra, Navarro Prado Advogados e a APM Terminals, apontou que o novo terminal em Suape tem potencial de geração adicional de até R$ 4,8 bilhões em exportações e cerca de R$ 4,9 bilhões em Produto Interno Bruto (PIB), além de poder gerar mais de 43 mil postos de trabalho em potencial ao longo das cadeias produtivas associadas ao comércio exterior. A empresa informou que as obras de implantação, iniciadas em janeiro de 2025, já geraram mais de 2 mil diretos e indiretos.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, acrescentou que o novo terminal significa mais oportunidades para o agronegócio e a indústria e maior geração de empregos, por meio de uma parceria entre o setor público e a iniciativa privada. “A entrega deste novo terminal é um salto para a infraestrutura de Pernambuco, do Nordeste e para a competitividade do Brasil”, declarou Alckmin.
Fonte: Portos e Navios.