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Clippings - 25/03/22

Apoio marítimo mantém 91% da frota com bandeira brasileira

Arquivo/Divulgação

Segundo relatório da Abeam, número de embarcações segue em alta gradativa, tendo totalizado 398 unidades em fevereiro. Desse total, 180 correspondem a PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo).

A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras manteve tendência de crescimento gradual e encerrou fevereiro com um total de 398 embarcações, ante 395 em janeiro e 393 em dezembro. De acordo com o relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam), 361 correspondiam a unidades de bandeira brasileira e 37 de bandeira estrangeira. Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 174 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 98 de bandeira brasileira. Cerca de 56 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.

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A frota de apoio offshore com bandeira nacional se manteve em 91%, enquanto 9% correspondem a embarcações de apoio com bandeiras estrangeiras. Em janeiro, o levantamento da Abeam havia identificado 395 embarcações, das quais 361 de bandeira brasileira e 34 de bandeiras estrangeiras. Em dezembro, eram 393 embarcações, das quais 361 de bandeira brasileira e 32 de bandeiras estrangeiras.

Nem todas as unidades listadas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado spot, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferior a 1.000. Os dados foram obtidos junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.

De acordo com a publicação, a frota em fevereiro era composta por 45% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 180 barcos. Outros 19% eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que agora correspondem a 77 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 50 unidades no período (13%), enquanto 23 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 18 PLSVs (lançamento de linhas) e 16 RSVs (embarcações equipadas com robôs).

A Bram Offshore/Alfanave continua a empresa de navegação com mais embarcações, em operação ou aguardando contratação, com 58 unidades (apenas duas estrangeiras), seguida pela Starnav, com 41 barcos de pavilhão nacional, e pela CBO que opera 40 barcos de apoio, todos de bandeira brasileira.

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Segundo o relatório, 28 embarcações faziam parte da frota da Oceanpact, das quais 26 eram de bandeira brasileira e duas estrangeiras. A DOF/Norskan, com 23 barcos de apoio (17 de bandeira brasileira e seis estrangeiras), e a Wilson Sons Ultratug, com 23 embarcações de bandeira brasileira, aparecem na sequência. Já a Tranship tinha nesse período 21 unidades em sua frota, todas de bandeira brasileira.

A frota da Bram/Alfanave, segundo o relatório, conta com 40 PSVs/OSRVs, nove AHTS, dois PLSVs, dois RSVs, entre outras embarcações. A CBO é a empresa de apoio offshore que, em fevereiro, tinha mais AHTS: 14 embarcações desse tipo. A Tranship foi a empresa no período com mais embarcações LH/SV: 20 unidades. Confira abaixo a quantidade e os tipos de embarcações da frota de cada empresa, entre as associadas Abeam.

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Fonte: Revista Portos e Navios