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Clippings - 13/01/17

Aportes em E&P devem crescer 3% em 2017

Os gastos em exploração e produção em 2017 devem chegar a US$ 450 bilhões, alta de 3% em relação ao ano passado, acredita a WoodMackenzie. No entanto, a consultoria lembra que, apesar da indústria já demonstrar sinais de melhora, o valor ainda está 40% abaixo do registrado em 2014, ano em que o preço do barril começou a cair.

A expectativa é que em 2017 sejam sancionados 20 projetos, mais que o dobro dos nove aprovados em 2016, mas ainda abaixo da média de 40 projetos sancionados por ano entre 2010 e 2014. Ao mesmo tempo, a previsão é que os custos caiam em média de 3% a 7%, bem menos do que nos últimos dois anos, quando houve uma deflação de 20%.

Recentemente, algumas companhias já indicaram o retorno ao crescimento dos investimentos, como a Statoil, que pretende perfurar 30 poços exploratórios em 2017, aumento em relação aos 23 poços completados em 2016.

“O ciclo de investimento global mostrará os primeiros sinais de crescimento em 2017, fechando os dois anos de cortes. (…) Este ano irá demonstrar se a indústria se tornou eficiente e se vai apresentar projetos melhores”, adicionou Malcolm Dickson, analista de upstream da WoodMackenzie.

A consultoria acredita que 2017 será marcado também pelo retorno aos investimentos em águas profundas e em produção não convencional. Ainda assim, para os próximos anos os investimentos em águas profundas permanecem um desafio, pois vários projetos não têm boas taxas com o barril nos níveis atuais.

“Dos 40 maiores projetos de águas profundas em fase de pré-sanção, metade não atinge uma taxa de retorno de 15% com o barril a US$ 60″. A indústria selecionou os melhores projetos para otimizar e já levou para a frente, mas em 2017 deverá dar atenção ao aprimoramento da nova onda de desenvolvimentos”, afirmou Dickson.