
A Azevedo & Travassos Petróleo (ATP) assinou, nesta segunda-feira (9), um memorando de entendimento (MoU) com a Nion. O acordo prevê a opção de a ATP adquirir parte ou totalidade das ações da petroleira e seus ativos operacionais.O MoU concede, ainda, exclusividade à ATP sobre a Níon e seus ativos por um prazo inicial de 75 dias, contados a partir da data de sua assinatura, sendo passível de prorrogação por período similar, desde que haja concordância mútua e formal entre as partes.Este é o segundo movimento de expansão da ATP desde a sua criação, em junho de 2023. A primeira investida foi o MoU assinado com a Petroil, que também lhe confere a opção de adquirir participação nos ativos de E&P ou mesmo comprar a petroleira.Atualmente, a Nion opera seis ativos de E&P – BT-POT-16 (100%), POT-T-569 (100%), Iraúna (100%), POT-T-740 (100%), POT-T-741 (100%) e BT-POT-10 (referente a 100% dos campos Galo de Campina, Rolinha e Arribaçã) -, localizados na Bacia Potiguar. Os blocos foram adquiridos junto à Imetame.A transferência de participações marcou a entrada da Níon no mercado de E&P. Com sede em Natal (RN), a companhia foi criada em 2022 com o objetivo de “fortalecer o onshore nordestino por meio de operações integradas, destravando o valor de ativos de pequeno porte e pouco desenvolvidos”, segundo o seu próprio site.A empresa, que possui 82 funcionários e produz, aproximadamente, 230 boe/d, conta com a BTV Capital S/A como única acionista.O CEO da companhia é Renato Darros de Matos, que foi diretor de E&P da Imetame entre 2011 e 2013, e diretor de Gestão de Contratos da PPSA entre 2013 e 2016. Darros foi também um dos fundadores da Associação Brasileira de Produtores de Petróleo independente (Abpip), onde ocupou o cargo de presidente.