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Clippings - 14/05/13

Após cinco anos, ANP inicia 11ª rodada de leilões de 289 blocos de petróleo

Cinco anos após o último leilão de áreas para exploração petrolífera e em meio a protestos, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) inicia hoje a 11ª rodada, com a oferta de 289 blocos para exploração no país. Segundo José de Sá, da Bain & Co., empresa global de consultoria estratégica, o leilão que a ANP prevê realizar hoje e amanhí é promissor, pois, além de representar a retomada de ofertas de áreas no país, guarda muita expectativa em relação ao potencial de reservas nos blocos da margem equatorial (do Rio Grande do Norte ao Amapá).

– É uma rodada emblemática, devido à semelhança geológica da margem equatorial com a costa africana. Existe uma grande expectativa de se deparar com uma nova fronteira bastante promissora – ressaltou Sá.

De acordo com o executivo, a tônica no leilão deverá ser o das parcerias. Até ontem à noite, as empresas estavam conversando muito entre si, em busca de parcerias para a formação de consórcios para o leilão. A rodada de hoje representa, ainda, a retomada das atividades petrolíferas, considerando que em outubro será realizado novo leilão para campos terrestres de gás, e em novembro para áreas do pré-sal.

Estão habilitadas a participar do leilão 64 empresas, das quais 17 são estreantes no Brasil. Entre estas, estão as gigantes japonesas JX Nippon Oil & Gas, Mitisubishi, Mitsui e Sumitomo. Ao todo, a ANP vai oferecer 289 blocos em 11 bacias sedimentares, espalhadas em 11 estados. Do total de blocos, 166 estão localizados no mar – 94 em águas rasas e 72 em águas profundas – e 123 em terra.

Em protesto contra a 11ª rodada, cerca de 150 manifestantes do MST, Movimento Camponês Popular (MCP) e Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), além de quilombolas e trabalhadores da Federação Única dos Petroleiros (FUP) ocuparam o Ministério de Minas e Energia, em Brasília, segundo a Polícia Militar. O secretário de Comunicação da FUP, Francisco José de Oliveira, disse que a ação é contra a presença de empresas sem interesse em investir no país.
(Ramona Ordoñez, com agências de notícias)