
Detentora de 41 helicópteros e mais de 30 contratos dedicados ao setor de óleo e gás, a Líder Aviação está prestes a inaugurar uma nova base operacional em Maricá (RJ) para atender dois contratos firmados. A empresa, que recentemente fechou um contrato adicional com a Equinor para o campo de Bacalhau, projeta um crescimento de 10% do mercado de transporte aéreo offshore para os próximos dois anos.
Para acompanhar o ritmo de crescimento, a Líder investiu mais de US$ 10 milhões no último ano, incorporando os modelos AW139 e H-145 à sua frota. Atualmente, a empresa opera as aeronaves S-92, S-76, Bell 212, AW139, H135 e H145. “Temos uma frota bem diversificada e planos de expandi-la com novos modelos que ainda não operamos”, disse Junia Hermont, Chief Operating Officer (COO).

Atualmente, ela opera para a indústria de óleo e gás a partir das bases operacionais localidades em Macaé (RJ), Jacarepaguá (RJ), Farol de São Thomé (RJ), Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Aracaju (SE). Nesta última, a COO afirmou que a Líder dedicará três helicópteros H145. “Já estamos em fase de customização de preparação para iniciar os contratos”, garantiu.
O maior cliente, obviamente, é a Petrobras, que detém a maior parte dos contratos. Ao todo, a petroleira é responsável pelo afretamento 27 aeronaves. Já a Equinor contratou duas unidades para Bacalhau.
Quando indagada se a Líder está em negociações para estender a sua colaboração com a companhia norueguesa para o BM-C-33, cujo decisão final de investimento foi anunciada recentemente, a executiva deu a entender que sim.
Um pouco de história
Presente no mercado há 65 anos, a Líder Aviação iniciou as suas operações com a Petrobras em 1973. Foi a primeira empresa a trazer simuladores de voos de helicópteros para o Brasil.
Além da área de operações de helicóptero, possui mais quatro unidades de negócios – afretamento de aeronaves para o mercado civil, venda de aeronaves, manutenção e atendimento aeroportuário.
Atualmente, possui 1.400 funcionários espalhados pelo país, sendo 900 dedicados ao óleo e gás, setor que representa cerca de 70% do share de negócios da empresa.
Fonte: Revista Portos e Navios