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Clippings - 06/02/23

Após meses de impasses, Marinha afunda casco do antigo porta-aviões

Arquivo/Divulgação

Autoridade marítima informou que operação de alijamento, planejado e controlado, foi conduzida com competência técnica e segurança necessárias, a fim de evitar prejuízos de ordem logística, operacional, ambiental e econômica ao Estado brasileiro 

A Marinha realizou, no final da tarde desta sexta-feira (3), o afundamento do casco do ex-navio aeródromo (NAe) São Paulo, que gerou impasses quanto à destinação final nos últimos meses. A autoridade marítima informou que a operação de alijamento, planejado e controlado, foi conduzida com as necessárias competência técnica e segurança, a fim de evitar prejuízos de ordem logística, operacional, ambiental e econômica ao Estado brasileiro. De acordo com a Marinha, o procedimento ocorreu ‘estritamente conforme concebido’, na área mencionada na nota conjunta divulgada na última quarta-feira (1) pela força naval, juntamente com o Ministério da Defesa e a Advocacia-Geral da União.

A área para a destinação final do casco, situada em Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB), a 350 Km da costa e com profundidade aproximada de 5 mil metros, foi selecionada com base em estudos conduzidos pelo Centro de Hidrografia da Marinha e Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira. Segundo a Marinha, as análises consideraram aspectos relativos à segurança da navegação e ao meio ambiente, ‘com especial atenção para a mitigação de impactos à saúde pública, atividades de pesca e ecossistemas’.

Horas antes do casco do antigo porta-aviões São Paulo ser afundado, o desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), Leonardo Resende Martins, negou o recurso do Ministério Público Federal do estado (MPF-PE), apresentado na última quinta-feira (2), que tentava suspender a operação de alijamento do navio.

Também na quinta-feira (2), após o anúncio de que as autoridades brasileiras optaram por afundar o ex-NAe São Paulo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) solicitou à Marinha um estudo de impacto ambiental. Segundo o instituto, as informações eram necessárias para que fossem avaliadas alternativas para mitigação, reparação e salvaguarda do meio ambiente.

Fonte: Revista Portos e Navios